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11/05/2015 12:09 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

PESQUISA: 70% dos profissionais que têm filhos se consideram bem-sucedidos na vida profissional e pessoal

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Mother and baby at laptop in home office

É difícil conciliar a vida profissional e a tarefa de ser pai ou mãe sem ter de lidar com frustrações. Pessoas que se dedicam integralmente à carreira acabam deixando cônjuge e filhos em segundo plano, enquanto aqueles que procuram priorizar a família muitas vezes sentem que não dedicam o tempo necessário ao trabalho. Equilibrar as expectativas em ambos os casos é um desafio.

A boa notícia é que cada vez mais pessoas conseguem vencê-lo. Um pesquisa do site CareerBuilder mostra que, entre os recrutadores entrevistados, 69% afirmam que a experiência de ter filhos pode ser útil no ambiente corporativo.

Segundo eles, cuidar dos filhos ajuda a desenvolver habilidades como paciência e capacidade de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo. Eles também constataram que os profissionais com filhos conseguem, pela exigência cotidiana, desenvolver melhor gestão de tempo, de conflitos, solução de problemas, empatia, negociação e gestão de finanças e orçamento.

Ainda que os recrutadores reconheçam essas vantagens, a pesquisa mostra que apenas 8% das mães entrevistadas listam a experiência de ter filhos em seus currículos ou em cartas para recrutadores.

A pesquisa aponta ainda que a maioria dos pais com emprego acredita que são bem sucedidos nas duas atividades. Entre as mulheres, o percentual é de 78% e entre os homens, de 83%.

Participaram da pesquisa 2.138 gerentes e profissionais de recursos humanos, além de 800 empregados com filhos.

De acordo com o levantamento, durante os dias úteis, mais da metade das mães que trabalham (57%) passam quatro ou mais horas com seus filhos todos os dias, enquanto apenas 35% dos pais fazem o mesmo. Ainda que passem mais tempo com os filhos, mais mães (25%), do que pais (13%) acreditam que seu trabalho prejudicou a relação com os filhos.

Para conquistar equilíbrio entre família e trabalho, o estudo sugere três alternativas: horário de trabalho flexível, trabalho remoto e ter a possibilidade de compensar horas durante a semana.

"Os empregadores estão cada vez mais abertos à oferta de regimes de trabalho flexíveis para os funcionários, desde que eles mantenham um alto nível de produtividade", diz Rosemary Haefner, mãe e diretora de recursos humanos da CareerBuilder.