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07/05/2015 10:17 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

IBGE: Número de brasileiros sem emprego aumenta e nível de desocupação chega a 7,9% no primeiro trimestre de 2015

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A taxa de desocupação no Brasil, ou seja, pessoas sem emprego em relação ao total de pessoas ativas, chegou a 7,9% no primeiro trimestre de 2015, de acordo com a Pnad Contínua, divulgada nesta quinta-feira (7) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A taxa é a maior desde o primeiro trimestre de 2013, quando o nível batia em 8%. No mesmo período do ano passado, o nível estava em 7,2% e, nos últimos três meses de 2014, a taxa de desocupados ficou em 6,5%.

Em números absolutos, os primeiros meses de 2015 somaram 7,9 milhões de desempregados - um acréscimo de 1,48 milhão de trabalhadores sem emprego desde o último trimestre de 2014, quando havia 6,45 milhões de desocupados no mercado de trabalho brasileiro.

É a primeira vez que a Pnad traz informações completas sobre o mercado de trabalho no Brasil, com dados de 211 mil domicílios de todas as regiões do Brasil. A maior taxa foi verificada na região Nordeste (9,6%), e a menor, no Sul (5,1%). Entre os estados, Rio Grande do Norte teve a maior taxa (11,5%) e Santa Catarina, a menor (3,9%).

São Paulo registrou uma taxa de desocupação de 8,5% no período, a maior do Sudeste. Em seguida aparece Minas Gerais, com 8,2%, o Espírito Santo, com 6,9%, e o Rio de Janeiro, com 6,5%.

Já o nível de ocupação (gente empregada em relação ao total de pessoas ativas) foi estimado em 56,2% no 1º trimestre deste ano, abaixo dos 56,9% verificados no trimestre anterior e dos 56,8% observados no 1º trimestre do ano passado. Em números absolutos, a população ocupada totalizou 92,023 milhões de brasileiros, queda de 0,9% na comparação com o trimestre anterior e 0,8% frente ao mesmo trimestre de 2014.

No 1º trimestre de 2015, 78,2% dos empregados no setor privado tinham carteira de trabalho assinada, apresentando avanço de 0,5 ponto percentual em relação a igual trimestre de 2014 (77,7%). Em relação ao trimestre anterior, não houve variação estatisticamente significativa. Já 39% dos brasileiros estavam fora da força de trabalho, isso é, não procuravam emprego no período.

Uma boa notícia é que, apesar da desocupação subir em 2015, o rendimento médio por trabalhador não caiu. Estimado em R$ 1.840, ele teve um leve aumento de 0,8% em relação ao primeiro trimestre de 2014 e ficou estável ante os últimos três meses do ano anterior.