NOTÍCIAS
06/05/2015 20:29 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Há quase dois meses em greve, professores de Santa Catarina ocupam o prédio da Secretaria da Educação em protesto

Divulgação/Sinte/SC

Em greve há quase dois meses, professores da rede estadual de Santa Catarina se reuniram nesta quarta-feira (6) em uma manifestação para pedir negociação com o governo do estado frente às condições do sindicato para o fim da paralisação. O protesto começou na Alesc (Assembleia Legislativa do Estado) e terminou na Secretaria de Educação, onde 23 docentes passaram a ocupar o local e só pretendem sair quando a proposta do governo for apresentada.

O ato reuniu 2.500 manifestantes, segundo estimativa da PM. Além dos que agora ocupam a Secretaria da Educação, um grupo de cerca de 30 professores já está acampado na Alesc desde 28 de abril com o mesmo objetivo, segundo o Sindicato dos Trabalhadores Estaduais (Sinte-SC).

Em greve desde 24 de março, cerca de 40 mil professores aderiram à paralisação, correspondente a cerca de 30% da categoria, de acordo com o Sinte. A Secretaria de Educação de Santa Catarina, por outro lado, afirma que o número é bem menor: 10%.

Depois de algumas tentativas de negociação, uma última proposta do governo foi rejeitada na segunda-feira (4). Os servidores pediram que o governo providenciasse uma mesa de negociação em 30 dias; a anistia das faltas de 2012 a 2015; a anulação do decreto das progressões, nº 3593/2010; e, a principal bandeira do movimento, o pagamento do reajuste de 13,01%, retroativo a janeiro de 2015.

O governo afirma que “só negocia com qualquer categoria mediante normais condições de trabalho”, ou seja, os professores teriam que voltar às salas de aula para que os itens apresentados pudessem ser negociados. Alegando que não teriam nenhuma garantia de serem atendidos, a categoria optou por recuar.

O sindicato afirma que a greve ocorre em todas as regiões do estado. O governo, em contraponto, sequer calcula o número de alunos prejudicados, alegando da baixa adesão. “Nos casos onde poucos professores da mesma escola aderiram a greve, a escola está fazendo o remanejamento para evitar que alunos fiquem sem aulas”, afirma a Secretaria.