COMPORTAMENTO
05/05/2015 17:36 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Save the Children divulga ranking dos melhores países para ser mãe; Brasil é 77º

Associated Press

A instituição Save the Children publicou seu 16º relatório State of the World's Mothers nesta terça (5).

O relatório traz um ranking dos melhores (e piores) países para se criar um filho, e foi financiado pela Bill & Melinda Gates Foundation e a Johnson & Johnson.

O Brasil está em 77º, atrás de países latino-americanos como Argentina (36º), Cuba (40º), Chile (48º), Uruguai (56º), Equador (61º), Venezuela (74º) e Colômbia (75º), mas à frente do Peru (79º) e da Bolívia (88º).

Países marcadas por conflitos ou agitações sociais como Ucrânia (69º) e Turquia (65º) também se saíram melhor no ranking que o Brasil.

O ranking foi elaborado levando em conta dados de saúde da mulher e da criança, bem-estar econômico, educação e participação política feminina de 179 países.

Considerando a mortalidade materna, estamos em 82º, com uma morte a cada 780 nascimentos. Em relação à mortalidade infantil, estamos em 68º, com 13,7 a cada mil nascimentos. Já quando o assunto é representação política, estamos na lanterna. Ocupamos a 151ª posição, com apenas 9,6% dos cargos ocupados por mulheres.

Nas dez primeiras posições do ranking, predominam países europeus. A única exceção é a Austrália, 9º colocada.

1º Noruega

2º Finlândia

3º Islândia

4º Dinamarca

5º Suécia

6º Holanda

7º Espanha

8º Alemanha

9º Austrália

10º Bélgica

Entre os últimos lugares, infelizmente, há apenas países africanos:

170º Serra Leoa

171º Guiné-Bissau

172º Chade

173º Costa do Marfim

174º Gâmbia

175º Níger

176º Mali

177º República Centro-Africana

178º República Democrática do Congo

179º Somália

As regiões que trazem mais riscos para as mães e crianças são urbanas, e se concentram em favelas.

Nos países em desenvolvimento, como o Brasil e a Índia, crianças urbanas mais pobres têm ao menos duas vezes mais chance de morrer que as crianças urbanas mais ricas. Em países como Ruanda e Camboja, as crianças mais pobres têm cinco vezes mais chances de morrer que as 20% mais ricas.

Todo dia, de acordo com o relatório, 17 mil crianças morrem antes mesmo de chegar ao 5º aniversário.