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05/05/2015 14:15 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Comissão que regula mercado financeiro investiga ex-conselheiros da Petrobras por induzirem investidores ao erro

Montagem AP/Reuters/Estadão Conteúdo

A CVM (Comissão de Valores Mobiliários), órgão regulador do mercado de capitais, abriu processo sancionador contra ex-integrantes do Conselho de Administração da Petrobras e um conselheiro atual, com objetivo de apurar se induziram os investidores ao erro.

São alvos da investigação o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, a ex-ministra do Planejamento e atual presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho (único que segue no Conselho da Petrobras), o ex-secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia e atual presidente da Eletrosul, Marcio Zimmermann.

Além deles, são investigados também Sérgio Quintella, Jorge Gerdau e José Maria Ferreira Rangel e Francisco Roberto de Albuquerque.

Segundo o órgão, o processo vai apurar a responsabilidade dos investigados na suposta indução dos investidores ao erro. Ao aprovarem o Plano de Negócios 2014-2018, eles também teriam concordado com uma política de controle de preços de combustíveis do governo, o que tornaria o cumprimento dessas metas improvável.

Em outras palavras, os membros aprovaram medidas que inviabilizavam o plano de negócios da estatal. "Neste sentido, a acusação se baseia na falsa expectativa que foi gerada ao mercado em razão da divergência entre as divulgações feitas pela companhia sobre a política de preços e a forma como ela foi levada a efeito pelos administradores na prática", informou a CVM em nota enviada ao Brasil Post.

O processo administrativo sancionador teve origem em processos de reclamações de investidores sobre política de preços da estatal, além de indicação de informações que teriam sido omitidas a respeito da inviabilidade econômica da refinaria Abreu e Lima, abertos entre 2013 e 2014.

Se as suspeitas forem comprovadas, os citados podem pagar multa e ser proibidos de exercer cargos de administrador ou de conselheiro fiscal de companhia com capital aberto, entre outras punições.

(Com informações da Reuters)