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04/05/2015 22:26 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Luto: Professores fazem grande ato contra a violência em Curitiba

Montagem/Estadão Conteúdo

Os professores de Curitiba fazem nesta terça-feira (5) um marcha até o Centro Cívico, onde a Polícia Militar deixou mais de 200 pessoas feridas no último dia 29. Na ocasião, os professores protestavam contra a reforma na previdência social.

Após o ato, os docentes seguirão para o Estádio Durival de Britto, onde decidirão em assembleia a pauta da greve.

O ato é uma sequência do que foi realizado no Dia do Trabalho. Na sexta-feira, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Paraná (APP), mais de 10 mil pessoas estiveram no Centro Cívico, com roupa preta, em desagravo à postura do governador Beto Richa (PSDB).

Além da pressão popular, o sindicato analisa ajuizar ações contra a sessão que aprovou a reforma na previdência e questionando a constitucionalidade do projeto.

Em entrevista ao jornal O Globo, o presidente do sindicato, Hermes Leão, disse que foi instaurada uma ditadura pela força no estado. "Vivemos um período negro. O mais obscuro da história do Paraná.”

Ministério da Educação

O ministro da Educação, Roberto Janine Ribeiro, disse, no início da noite desta segunda-feira (4) ter oferecido, por mais de uma vez, o apoio do Ministério da Educação (MEC) para mediar busca por solução da greve de professores da rede estadual do Paraná. Segundo ele, o governo de Beto Richa (PSDB) não deu nenhum retorno sobre a proposta.

"Nós nos expusemos mais de uma vez, caso seja do interesse das partes no Estado do Paraná, a mediar a relação entre o governo do Estado e os professores", disse. "Sobretudo depois dos eventos trágicos de quarta-feira passada, com grande número de professores feridos em função da repressão", afirmou o ministro.

Segundo ele, a proposta não teve retorno. "Nós nos dispusemos e não tivemos resposta até o momento", disse.

(Com Estadão Conteúdo)

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