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01/05/2015 21:25 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

SP: 2014 tem segundo menor registro de mortes de ciclistas em dez anos

REGINALDO CASTRO/ESTADÃO CONTEÚDO

Em São Paulo, durante o ano de 2014 foram registradas 47 mortes de ciclistas, ante 35 registradas em 2013. Em números percentuais, o aumento equivale a 34,3%, mas em números absolutos, é a segunda menor estatística em dez anos.

O dado está no Relatório de Acidentes Fatais de 2014 da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), divulgado nesta quinta-feira, 30. O documento também mostra que a maior parte das mortes de ciclistas são causadas por colisões com carros ou ônibus, sem indicar o responsável.

O crescimento de acidentes acontece paralelamente a um aumento do uso de bicicleta como meio de transporte na cidade. Não existem dados disponíveis sobre o aumento do número de ciclistas no mesmo período, nem sobre o impacto do uso da bicicleta na saúde da população.

Um plano cicloviário está sendo implementado na cidade pela gestão de Fernando Haddad (PT), que pretende instalar 400 quilômetros de vias exclusivas para ciclistas. O programa começou em junho do ano passado. Em 2013, terminou com cerca de 150 quilômetros de ciclovias construídos.

"A estatística de 2014 é a segunda menor em dez anos, a contar desde 2005", diz a CET, em nota. Embora o crescimento porcentual tenha sido elevado, a variação do total de mortes - 12 casos - foi menor do que o aumento de 41 casos de mortes de pedestres e de 37 de motociclistas. Mas, como a ocorrência desses casos é bem maior, o aumento porcentual de mortes de pedestres foi de 8% e o de motociclistas, de 9%.

Perfil

Dos 47 ciclistas mortos no ano passado, 43 eram homens, 16 tinham entre 10 e 19 anos e 12 deles eram estudantes. Além disso, dez vítimas morreram no local do acidente, na hora, 17 no mesmo dia, depois do socorro médico, 15 morreram até um mês após o acidente e 5, depois de um mês de internação.

O relatório detalha que 35 mortes foram ocasionadas por colisões com outros veículos: duas com motocicletas, sete com caminhões, 11 com ônibus e 15 com carros.

A CET argumenta que apenas uma das mortes de ciclistas aconteceu nas recém-construídas ciclovias. Foi um caso de queda, em que o ciclista perdeu o equilíbrio. E que, de agosto a dezembro, com os primeiros quilômetros de novas ciclovias em operação na capital, houve registro de 17 casos - menos da metade. A CET afirma ainda que em 2013 havia tido uma queda atípica no total de acidentes.

O cicloativista Leandro Valverdes, do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), destaca que era preciso verificar o aumento da frota de bicicletas na cidade. "Como não há um total de bicicletas, não dá para saber se, em relação à frota, houve aumento ou redução de casos", afirmou.

Geral

O Relatório de Acidentes Fatais da CET apontou elevação de 8,4% no total de mortes no trânsito da capital paulista em 2014. Os casos saltaram de 1.115, em 2013, para 1.249 no ano passado. O dado representa a interrupção de uma sequência de quedas nas mortes que vinha desde 2011.

Por isso, a Prefeitura anunciou que vai reduzir a velocidade máxima permitida nas Marginais do Tietê e do Pinheiros de 90 km/h para 70 km/h a partir de junho, depois que a nova sinalização viária estiver instalada. Velocidades menores reduzem tanto a quantidade de acidentes quanto a letalidade dos casos, segundo especialistas.

(Com Estadão Conteúdo)

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