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30/04/2015 20:32 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Nova tributação para cerveja, refrigerante e outras bebidas frias entra em vigor nesta sexta-feira

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A partir desta sexta-feira (1), a cerveja vai ficar mais cara, assim como outras bebidas frias, como refrigerante, água, energéticos e isotônicos.

Na quinta-feira (30), a Presidência da República publicou no Diário Oficial da União, regulamentação do novo modelo de tributação para essas bebidas. A nova tributação vai aumentar a carga do setor, em média, 10% neste ano.

Pelo novo modelo, as alíquotas das contribuições que incidem sobre a fabricação e importação das bebidas frias, serão de 2,32% para o PIS/Pasep e de 10,68% para o Cofins. Já no caso das vendas feitas nas distribuidoras, a alíquota será de 1,86% para o PIS/Pasep e de 8,54% para o Cofins.

No caso do IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados), o recolhimento será feito na produção, com alíquota de 6% para cervejas e de 4% para as demais bebidas frias.

Bebidas mais caras

De acordo com a Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o preço da cerveja subiu 12% nos últimos 12 meses até março. Quase o dobro da inflação, que cresceu 6,61% no mesmo período, ainda segundo a mesma medição do instituto.

Com a mudança, é esperado que o aumento seja repassado ao consumidor. Em entrevista ao site UOL, o presidente da Alfebras (Associação dos Fabricantes de Refrigerantes do Brasil), Fernando Rodrigues de Bairros, afirmou que o preço final para o consumidor deve subir, em média, 5% nas bebidas frias.

Para entidades do setor de bebidas, a mudança no cálculo de tributos trará alívio a uma parcela dos fabricantes, com menos burocracia. De acordo com o jornal Valor Econômico, o novo modelo vai trazer mais equilíbrio ao setor, no que se refere à competição entre pequenas e grandes empresas. A indústria que vender produto mais caro pagará mais impostos e, aquela que vender mais barato, pagará menos.