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PMs são presos após se recusarem a participar de cerco a professores no PR

29/04/2015 19:58 BRT | Atualizado 26/01/2017 22:02 BRST
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Estadão Conteúdo

Ao todo 17 policiais militares foram presos durante a manifestação de professores estaduais do Paraná, nesta quarta-feira (29) após se recusarem a participar do cerco aos docentes. A informação, segundo Broadcast Político, do Estadão Conteúdo, foi confirmada pelo comando da Polícia Militar do Estado.

A violência policial marcou o terceiro dia de protesto dos professores do Paraná, que retomaram greve na segunda-feira (27).

Ao menos 150 pessoas ficaram feridas, algumas delas em estado grave, segundo a prefeitura de Curitiba. Entre os feridos estão o cingrafista Rafael Passos da CATVE, que foi atingido por uma bala de borracha, e um cinegrafista da Band, atacado por cachorros dos policiais.

Cerca de 20 mil manifestantes se reuniram em frente à Assembleia Legislativa do Estado (Alep) nesta quarta-feira (29). O tumulto começou enquanto a reforma da previdência dos funcionários públicos do estado era votada em plenário, e o confronto durou pelo menos 30 minutos ininterruptos. A PM utilizou caminhão com jatos de água, balas de borracha, spray de pimenta e bombas de gás lacrimogênio, inclusive lançadas de helicóptero.

Após a Justiça recuar na decisão de liberar a entrada dos manifestantes durante a votação, os professores passaram a manhã em manifestação pacífica nas praças do centro Cívico. Os ânimos esquentaram quando a pauta Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) aprovou a pauta e suas alterações em sessão relâmpago. Segundo a PM, os manifestantes tentaram invadir o plenário.

Violência em protesto de professores no PR

(Com Estadão Conteúdo)