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28/04/2015 16:39 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Professores estaduais em greve no Paraná entram em confronto com a Polícia Militar em protesto

Estadão Conteúdo/Joka Madruga

A semana para os professores da rede estadual do Paraná continua turbulenta. Após a retomada da greve e o protesto para barrar a votação da reforma na Paraná Previdência, uma nova manifestação ocorreu nesta quarta-feira (28). Professores se reuniram na praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico em Curitiba, onde houve confronto com a Polícia Militar, que chegou a utilizar caminhões com jatos de água para conter os manifestantes.

O início da confusão foi na madrugada de segunda para terça-feira, quando professores de outras cidades começaram a chegar na capital e tiveram seus ônibus barrados e revistados pela polícia, segundo a APP- Sindicato. Ainda na mesma noite, o Batalhão de Choque da PM chegou com caminhões de guincho para a retirada dos dois carros de som dos manifestantes e impedir que novos fossem instalados.

De acordo com o jornal Gazeta do povo, a PM chegou a utilizar gás de pimenta para conter os manifestantes, que tentaram impedir a ação. Ainda de acordo com o jornal, oito professores ficaram feridos e quatro fizeram boletim de ocorrência.

Mais um vídeo gravado na madrugada mostra a truculência da políciailitar contra educadores(as).#eutonaluta

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Pela manhã os manifestantes conseguiram uma liminar para permanecerem nas galerias do plenário, porém a autorização valeria somente para as sessões em que a reforma da previdência fosse votada, o que não aconteceu hoje. Sendo assim, os professores continuaram em volta da Alep (Assembleia Legislativa do Paraná), que ainda estava cercada por PMs.

Segundo o site Eu Curto Curitiba, a nova confusão começou quando os manifestantes tentaram entrar na praça com um novo carro de som.

Paranaenses filmaram o confronto, que mostra a polícia atingindo os manifestantes com jatos de água, fazendo muitos deles se dispersarem.

Também de acordo com o site, o confronto cessou quando foi firmado o acordo de que a PM não atacaria os manifestantes e o caminhão de som não avançaria.

O outro lado

Segundo o jornal Gazeta do Povo, a Polícia Militar afirmou que não agiu com violência. De acordo com a PM, "os caminhões de som estavam estacionados dentro do perímetro de isolamento determinado pela Justiça e por isso foram encaminhados foram ao pátio do Detran", e o caminhão que chegou mais tarde precisaria de uma autorização especial para estar lá devido às suas dimensões.