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21/04/2015 10:07 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Dilma aprova orçamento de 2015 com verba triplicada para partidos

Montagem/Estadão Conteúdo

A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta segunda-feira (20) o Orçamento Geral da União de 2015 sem vetar a emenda que triplica os recursos destinados ao fundo partidário.

O projeto inicial, elaborado pelo governo, previa verba de R$ 289,5 milhões ao fundo, mas foi elevado para R$ 867,5 pelo relator do projeto no Congresso, senador Romero Jucá (PMDB-RR).

Auxiliares de Dilma apontam que a sanção deve-se, principalmente, a dois fatores: evitar novos atritos com o Congresso Nacional em um momento crucial para a aprovação das Medidas Provisórias (MPs) do ajuste fiscal; e reforçar o discurso petista em defesa do financiamento público de campanhas eleitorais, corroborando a decisão recente do PT de não aceitar mais recursos de empresas.

Pela distribuição dos recursos, o PT será o partido que receberá o maior volume de recursos do fundo partidário - serão R$ 116 milhões, segundo cálculo da Consultoria de Orçamento da Câmara dos Deputados.

Pressionados com os desdobramentos das investigações do esquema de corrupção na Petrobras, e com a prisão do tesoureiro João Vaccari Neto pela Polícia Federal, na quarta-feira passada, na 12.ª fase da Operação Lava Jato, os petistas optaram por reforçar a antiga bandeira pelo fim do financiamento privado das campanhas.

Desde 2011 os recursos do Fundo Partidário vêm sendo turbinados pelo Congresso - os aumentos anuais, contudo, giravam em torno de R$ 100 milhões.

Os parlamentares pressionaram por um aumento mais expressivo desta vez em virtude da pulverização de partidos na Câmara dos Deputados - uma vez que 95% fundo é distribuído de acordo com o resultado alcançado pelas siglas na Casa - e dos desdobramentos da Operação Lava Jato, que apontou desvios de recursos públicos na Petrobras e atingiu grandes empresas que costumam fazer doações nas campanhas eleitorais, como as empreiteiras.

(Com Estadão Conteúdo)