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13/04/2015 18:35 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Paraty: turismo para sommelier de cachaça

Divulgação

Convenientemente localizada entre Rio de Janeiro e São Paulo, ela é dona de uma bela arquitetura e de algumas das melhores cachaças do país

Provavelmente você já sabe: Paraty é uma cidade histórica à beira-mar, próxima à divisa do Rio de Janeiro com São Paulo; um destino muito procurado por casais (durante o ano todo), intelectuais (durante a Festa Literária Internacional de Paraty – Flip –, em julho) e cachaceiros (durante o Festival da Cachaça, em agosto).

Outra coisa que talvez você também saiba é que ali há uma respeitável produção de pinga. Respeitável no sentido de honesta, não de quantidade. Atualmente são apenas sete alambiques operando, contra 53 no final do século 19.

Mas esses produtores, mesmo que em número pequeno, continuam seguindo as receitas de seus antepassados e valorizando a identidade cultural da região.

Não é à toa que, uma vez em Paraty, o assunto cachaça seja inevitável. Tão inevitável quanto se deparar com as lojas que vendem o destilado. Pois bem, para os apreciadores, vai aí um conselho: com um pouco de disposição e tempo, é possível conhecer os alambiques da cidade e comprar a pinga local por um preço bem mais honesto do que os praticados no centro histórico. Há também a vantagem de que a maioria deles aceita cartão de crédito e débito, além de oferecer farta degustação. Veja abaixo o mapa da mina. Ou melhor, do alambique.

mapa paraty

O município de Paraty, fundado em 1667, guarda intactos exemplos da arquitetura colonial brasileira e tem 928 quilômetros quadrados (ou um terço da área do município de São Paulo) – é maior que 17 capitais brasileiras. Mas apenas uma pequena parte é habitada. Por isso, é preciso ter fôlego para conhecer todos os alambiques da região, alguns localizados a uma distância considerável do centro.

Curiosidades

Reluz e é ouro: Paraty foi um importante porto durante o ciclo do ouro em Minas Gerais, no século 18. O dinheiro ajudou a incrementar a produção de cana-de-açúcar e, consequentemente, o de cachaça.

Terra da cachaça: durante o século 19, a cidade teve 53 engenhos (hoje são sete), que produziam mais de 2 milhões de litros de cachaça por ano. Até meados do século 20, a palavra “Paraty” foi sinônimo de pinga.

Originalidade: em 2007, o Instituo Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) concedeu aos produtores de Paraty o selo de Indicação Geográfica, parecido com a Denominação de Origem Controlada francesa.

O novo pingo de ouro de Paraty

Conheça os sete alambiques de paraty que produzem cachaça envelhecida, adocicada e também tradicional. Saiba o que procurar (e comprar) quando fizer a sua visita:

Alambiques de Paraty

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