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Morre, aos 74 anos, o escritor uruguaio Eduardo Galeano

13/04/2015 10:00 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02
Mariela De Marchi Moyano/Flickr
Presentation at Librarsi bookstore, in Vicenza (Italy), on Sept. 11th, 2008. The bookstore doesn't exist anymore.

Morreu, nesta segunda-feira (13), o escritor uruguaio Eduardo Galeano. De acordo com o jornal espanhol El País, Galeano estava internado deste sexta-feira (10), por conta de complicações decorrentes de um câncer pulmonar.

Galeano é o autor do clássico "As veias abertas da América Latina", escrito em 1971. O livro foi traduzido para mais de 20 idiomas. Ele também escreveu outras obras de jornalismo e ficção.

Anos mais tarde da publicação de "As veias abertas da América Latina", Galeano reconheceu que não tinha formação suficiente para escrever sobre economia política quando o fez, diz o espanhol El País. "Não me arrependo de ter escrito, mas é uma etapa que, para mim, está superada", afirmou.

Em 2009, durante a Cúpula das Américas, o mandatário venezuelano Hugo Chávez presenteou o presidente americano, Barack Obama, com um exemplar da obra. Na época, o livro foi da posição 60.280 da lista de mais vendidos na Amazon para a décima colocação, em apenas um dia.

Ele começou a vender caricaturas aos jornais de Montevidéu, sua terra natal, aos 14 anos. Sua carreira jornalística começou nos anos 1960, quando ele trabalhou como editor do semanário Marcha e depois no diário Época. Após o golpe de estado no país, em 1973, ele foi viver na Argentina, onde fundou a revista Crisis. Já de volta ao Uruguai, em 1985 ele fundou um semanário chamado Brecha.

De acordo com o Huffington Post España, Galeano foi proclamado doutor Honoris Causa por várias universidades: La Habana, El Salvador, Argentina, a Universidad Nacional de Cuyo.

No último dia 1º de março, o escritor recebeu o mandatário boliviano, Evo Morales, em sua casa, segundo o jornal uruguaio El País.