LGBT
10/04/2015 14:09 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:47 -02

Manifestantes LGBTs e da CUT protestam e atacam até bola de papel em Eduardo Cunha durante visita a Paraíba

Montagem/Estadão Conteúdo e Instagram

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), levou o programa Câmara Itinerante para o quarto Estado em um mês. Acabou alvo de mais um protesto, agora na Assembleia Legislativa da Paraíba. A confusão aconteceu na manhã desta sexta-feira (10) e teve uma porta quebrada, muitas agressões verbais e até físicas, segundo o próprio Cunha.

Em suas redes sociais, o peemedebista acusou petistas de terem agredido um militante do seu partido.

#PalavraDoEduardo"Bom dia a todos,Lamentável as agressões promovidas pelo PT na Paraíba.Um militante da juventude...

Posted by Eduardo Cunha on Sexta, 10 de abril de 2015


A visita de Cunha iria discutir reforma política e pacto federativo dentro da terceira edição do programa Câmara Itinerante. Logo no início da audiência pública, presidida pelo deputado estadual Adriano Galdino (PSB), cerca de 50 manifestantes ligados ao movimento LGBT, ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e à Central Única dos Trabalhadores (CUT) se manifestaram contra a presença do peemedebista.

Aos gritos de “Fora Cunha” e faixas com escritos como “Cunha, a Paraíba repudia sua presença”, os manifestantes não permitiram que o presidente da Câmara discursasse na Assembleia. Segundo o Portal Correio, uma bola de papel amassado foi atirada contra Cunha e quase o atingiu. Seguranças protegeram o peemedebista o tempo todo e havia a ameaça de invasão do plenário, já que os seguranças da Assembleia não conseguiram conter o protesto, nem esvaziar as galerias.

Quando os manifestantes iniciaram um ‘apitaço’, Cunha se retirou do plenário. Em coletiva após toda a confusão, ele atacou o governador do Estado, Ricardo Coutinho (PSB), chamando-o de “omisso”, e criticou o movimento “pago pela CUT”. Ele ainda apontou como ‘incitadores’ os deputados estaduais Anísio Maia (PT) e Estela Bezerra (PSB). Em suas redes sociais, o petista deu mostras que não estava muito feliz com a presença de Cunha.

Uma porta também foi quebrada pelos manifestantes. O deputado federal Hugo Motta (PMDB-PB), que preside a CPI da Petrobras, também foi alvo de vaias durante a sua fala na Assembleia. A audiência foi retomada no fim da manhã, mas Cunha já havia deixado o local. Ainda nesta sexta-feira, o presidente da Câmara deverá levar a Câmara Itinerante para a Assembleia Legislativa de Natal. Lá, mais protestos são esperados.

As visitas de Cunha em vários Estados já geraram protestos contra ele. Foi assim durante visita a São Paulo e ao Rio Grande do Sul nas últimas semanas. Enquanto na capital paulista o peemedebista foi recebido com vaias e beijo gay, em Porto Alegre o ritual dos beijos entre homossexuais se repetiu. Evangélico, Cunha é contra pautas como a criminalização da homofobia, defendida pelos LGBTs.

LEIA TAMBÉM

- Mulher de Cunha não teria vencido a Globo na Justiça se terceirização valesse em 2000

- 100 dias SEM ela: o PMDB mais do que nunca no poder

- Frankenstein: Câmara e Senado tocam as próprias reformas políticas