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10/04/2015 09:04 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:46 -02

Ex-deputados André Vargas e Luiz Argôlo estão entre os presos na 11ª fase da Operação Lava Jato

Montagem/Estadão Conteúdo

Os ex-deputados André Vargas (ex-PT) e Luiz Argôlo (SD) estão entre os sete presos na 11ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta sexta-feira (10) pela Polícia Federal. Intitulada ‘A Origem’, a nova fase conta com cerca de 80 policiais federais que cumprem 32 mandados judiciais: sete de prisão, nove de condução coercitiva e 16 de busca e apreensão nos Estados do Paraná, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo.

Nesta nova etapa da Lava Jato está sendo investigada uma série de crimes: organização criminosa, formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, fraude em licitações, lavagem de dinheiro, uso de documento falso e tráfico de influência envolvendo três grupos de ex-agentes políticos. A investigação vai além da Petrobras e também abrange desvios de recursos ocorridos em outros órgãos públicos federais, segundo divulgou a PF.

Segundo informações do G1, Vargas foi preso em um condomínio residencial de alto padrão em Londrina, no norte do Paraná. Além do ex-petista e de Argôlo, foram presos o irmão de André Vargas, Leon Vargas, o ex-deputado Pedro Correia (PP), que já cumpre prisão pelo mensalão do PT, Ivan Mernon da Silva Torres, Élia Santos da Hora, secretária de Argôlo, e Ricardo Hoffmann, que é diretor de uma agência de publicidade.

Os presos serão levados para a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal.

Também foi decretado o sequestro de um imóvel de alto padrão na cidade de Londrina, onde o doleiro Alberto Youssef começou sua atuação.

A Operação Lava Jato investiga um escândalo de corrupção em que empreiteiras teriam formado cartel para participar das licitações de obras da Petrobras e pagariam propina a funcionários da estatal e operadores que lavariam dinheiro do esquema, repassando os valores de sobrepreço das licitações a políticos e partidos.

Envolvimento com Youssef custou mandato de Vargas

No caso de André Vargas, a relação entre o ex-parlamentar e Youssef, um dos principais alvos da operação e acusado de liderar um esquema de lavagem de dinheiro internacional, veio a tona desde o começo das investigações. A PF interceptou contatos entre o doleiro e o deputado - 270 mensagens de texto trocadas pelo aparelho BlackBerry, entre 19 de setembro de 2013 e 12 de março de 2014.

A suspeita é de que Vargas trabalhava em favor da rede articulada pelo doleiro, tendo inclusive feito lobby para o laboratório Labogen, de Leonardo Meirelles outro réu da Lava Jato, no Ministério da Saúde. Além disso, o parlamentar chegou a viajar de férias com a família em um jatinho fretado pelo doleiro em 2013.

O caso levou Vargas a ter o mandato cassado em dezembro do ano passado e também ser expulso do PT.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

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