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09/04/2015 10:56 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Por causa de congresso entre líderes da África e da Ásia, Indonésia adia a execução de brasileiro condenado por tráfico

STR via Getty Images
TANGERANG, INDONESIA: Brazilian Rodrigo Gularte (C) is presented to the media along with seized six kilograms (13.2 pounds) of cocaine at the Customs office of Sukarno-Hatta airport in Tangerang, 05 August 2004. Gularte was arrested 31 July for attempting to smuggle a large quantity of cocaine into Indonesia hidden inside a surfboard. AFP PHOTO (Photo credit should read STR/AFP/Getty Images)

A Indonésia anunciou nesta quinta-feira (9) o adiamento da execução de vários réus condenados por narcotráfico no país, incluindo o brasileiro Rodrigo Gularte. Os fuzilamentos agora só devem ocorrer depois da realização de um congresso entre líderes da Ásia e da África que será sediado na Indonésia. O encontro acontece entre os dias 18 e 24 deste mês.

"A realização do próximo Congresso Ásia-África é a principal consideração para a suspensão", disse o porta-voz da procuradoria da Indonésia, Tonny Spontana, que afirmou anteriormente que as execuções seriam feitas em abril, informou o jornal Jakarta Post.

As autoridades do país não querem executar os presos enquanto líderes dos dois continentes estiverem na Indonésia para o evento. São 11 os réus no corredor da morte à espera da execução, entre eles franceses, filipinos, nigerianos e ganeses. O brasileiro Rodrigo Gularte foi preso em 2004 com vários quilos de cocaína escondidos em uma de suas pranchas de surf.

O governo federal e familiares de Gularte alegam que ele sofre de esquizofrenia, por isso não deveria ser executado. Apesar dos pedidos de clemência da presidente Dilma Rousseff, do premiê australiano Tony Abbott e do presidente francês François Hollande, o presidente indonésio Joko Widodo reiterou a firmeza de seu governo contra o narcotráfico e descartou as solicitações.

Em janeiro, a Indonésia fuzilou seis presos acusados de narcotráfico, entre eles o brasileiro Marco Archer Moreira, o que causou uma crise diplomática entre o país asiático e o Brasil. A Indonésia, que retomou as execuções em 2013, mantém 133 prisioneiros no corredor da morte, 57 acusados por tráfico de drogas, dois por terrorismo e 74 por outros crimes.