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06/04/2015 14:58 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Na posse do novo ministro da Educação, Dilma Rousseff faz discurso em defesa da Petrobras

Montagem/Agência Brasil/Wiki Commons

A presidente Dilma Rousseff empossou o novo ministro da Educação, Renato Janine, com um discurso forte em defesa da Petrobras. Além de puxar para si a responsabilidade sobre a recuperação da estatal, a presidente também atacou aqueles que desejam mudar o marco regulatório da exploração do pré-sal.

"A luta para recuperação da Petrobras, que está em curso - eu falo tanto a luta quanto a recuperação - é minha, é do meu governo, e eu tenho certeza interessa a todo o povo brasileiro. O que está em jogo nessa luta em defesa da Petrobras e do controle do pré-sal é nossa soberania, é o futuro do nosso país e da educação."

Segundo ela, são extraídos mais de 660 mil barris/dia do pré-sal, o dobro de um ano atrás e 27% da produção de petróleo do País. "Isso significa que a fonte das riquezas que nós planejamos para sustentar a educação, essa fonte, ela está já em atividade. E, mais do que isso, ela vai garantir uma renda sistemática pelos próximos anos", emendou.

"Não é coincidência que, à medida que cresce a produção do pré-sal, ressurjam, ainda, algumas vozes que defendem a modificação do marco regulatório que assegura ao povo brasileiro a posse de uma parte das riquezas. Nós não podemos nos iludir."

Para ela, o que está em disputa é quem fica com a maior parte. "Em última instância, quem fica com a maior parte, as centenas e centenas de bilhões de reais será a educação e a saúde do nosso país e é isso que está em questão quando olhamos a discussão, estritamente no caso do pré-sal, se o modelo é de partilha ou é de concessão".

A presidente fez questão de frisar que o ajuste fiscal não interfirirá no que é investido no setor e assegurou o cumprimento das metas para a área.

"Eu garanto às brasileiras e aos brasileiros que a necessidade imperiosa de promover ajustes na nossa economia, reduzindo despesas do governo, não afetará os programas essenciais e estruturantes do Ministério da Educação."

Troca de comando

Renato Janine assume a vaga deixada pelo ex-ministro Cid Gomes. Pressionado por deputados, Gomes pediu demissão após reafirmar na Câmara que há parlamentares que são achacadores. Ele havia sido convocado para dar explicações sobre uma declaração feita na Universidade do Pará.

Em visita a instituição, o então ministro disse que a "direção da Câmara será um problema grave para o País" e que "lá tem uns 400 deputados, 300 que quanto pior melhor para eles. Eles querem é que o governo esteja frágil porque é a forma de eles achacarem mais".