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29/03/2015 11:05 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Em meio a ataques terroristas, eleições na Nigéria são estendidas até domingo

The Washington Post via Getty Images
SATURDAY, MARCH 28- Kaduna Nigeria: Election officials post directions for the voting process at the LEA Primary School in the Kawo community as Africa's most populous nation prepares to vote in one of the closest elections since the end of military rule 16 years ago, in Kaduna, Nigeria on Saturday, March 28, 2015. (Jane Hahn for the Washington Post)

A Nigéria prorrogou as eleições gerais até este domingo (29) por causa de problemas técnicos em algumas sessões. A extensão do pleito ocorre em meio a uma nova onda de ataques do grupo terrorista Boko Haram no nordeste do país, que teriam deixado ao menos 39 mortos.

Cerca de 60 milhões de pessoas têm direito de votar no país e pela primeira vez há a possibilidade de um oposicionista derrotar o governo. Catorze candidatos concorrem à presidência, entre os quais o atual líder do país, Goodluck Jonathan, e o ex-ditador Muhammadu Buhari.

Os nigerianos também irão eleger 360 deputados para a Assembleia da República, onde a oposição tem atualmente uma ligeira vantagem sobre o partido de Jonathan.

A votação continuará neste domingo em algumas áreas onde não foi possível fazer a leitura biométrica dos eleitores, disse o porta-voz da Comissão Eleitoral Independente, Kayode Idowu. A extensão do pleito inclui algumas regiões de Lagos, megalópole de 20 milhões de habitantes na costa atlântica do país.

Por causa de blecautes de rotina, a contagem dos votos nos locais em que o pleito já foi encerrado é feita com a ajuda de faróis de carros.

No sábado (28), extremistas do Boko Haram desfilaram com armas em povoados do nordeste do país e forçaram os eleitores a abandonar as sessões de votação. Testemunhas e oficiais disseram que radicais islâmicos incendiaram casas e mataram ao menos 25 pessoas na cidade de Miringa durante a madrugada de sábado. Nas cidade de Biri e Dukku outras 14 pessoas morreram em ataques durante a tarde, incluindo um legislador do estado de Gombe, identificado como Umaru Ali.

Todos os ataques ocorreram em uma região que estaria livre dos terroristas em grandes centros urbanos, segundo declarações de autoridades militares feitas nesta sexta-feira (27).

Outros ataques foram registrados durante o dia no país, mas sem vítimas. Os militantes já haviam prometido impedir a todo custo o pleito, pois consideram a democracia um conceito ocidental corrupto.