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28/03/2015 20:46 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Irmão de Michael Schumacher quase esteve no voo da Germanwings que matou 150 pessoas na França

Montagem/Divulgação Fiat e Reuters

Foi por muito pouco, mas Sebastian Stahl, de 36 anos, escapou do voo 4U9525 da Germanwings, que não chegou ao seu destino final e caiu nos Alpes franceses na terça-feira (24). O nome dele não pode lhe parecer familiar, mas trata-se do meio-irmão do heptacampeão mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher. A informação foi publicada pela revista alemã Focus, e também foi publicada no site britânico Express.

“Sim, estou vivo. É maluco o quanto eu já disse isso para muitos amigos e outras pessoas nas últimas horas”, afirmou Stahl, também piloto, mas sem o mesmo sucesso do irmão famoso. “Eu voltei 24 horas antes no mesmo avião da Germanwings que fazia a rota entre Barcelona e Colônia”, emendou ele.

Inicialmente, o nome de Stahl constava na relação de pessoas que estavam no voo que caiu nos Alpes da França. O voo, que fazia a rota entre Barcelona e Düsseldorf, jamais chegou ao seu destino. A maior suspeita até o momento recai sobre o copiloto, Andreas Lubitz, de 27 anos, que teria “derrubado deliberadamente o avião”, de acordo com promotores franceses envolvidos no caso.

Muitos amigos acharam que o irmão de Schumacher estava no trágico voo. Ele explicou o que aconteceu de fato. De acordo com Stahl, que estava trabalhando para a montadora Seat nos dias anteriores ao acidente, ele considerou adiar por 24 horas o voo de volta para a Alemanha, em razão da forte chuva que caía em Barcelona. Ele teria de remarcar o bilhete, o que o colocaria no voo que caiu. Para sua sorte, ele não seguiu com essa ideia.

Lubitz teria problema de visão; pai de copiloto está ‘arrasado’

Segundo reportagem publicada neste sábado (28) pelo jornal The New York Times, Andreas Lubitz procurou tratamento para problemas na visão, os quais poderiam ameaçar a sua carreira na aviação. A informação foi repassada por dois investigadores que estão atuando no caso. Não está claro ainda o quão grave seriam esses problemas, que adiciona um novo elemento a um quadro psiquiátrico de depressão – remédios foram encontrados na casa do copiloto na Alemanha.

Há ainda uma série de perguntas sem resposta, sobretudo acerca do que teria motivado Lubitz a derrubar o avião de propósito, conforme sugeriram as autoridades da França. Um hospital de Düsseldorf confirmou que ele procurou a unidade em busca de ajuda médica, mas não deu detalhes por questões de privacidade. Informou, porém, que tal atendimento não tinha qualquer ligação com um quadro de depressão.

Ao jornal alemão Bild, uma comissária de bordo chamada Maria W., de 26 anos, disse ter mantido um relacionamento com Lubitz em 2014. Segundo ela, Lubitz dizia que planejava ‘um grande gesto’ pelo qual seria muito lembrado. “Quando soube do acidente, lembrei de uma franse que ele me disse algumas vezes. Na época, não sabia o que ele queria dizer com isso, mas agora é óbvio”, comentou.

Ainda de acordo com Maria W., Lubitz era “um homem atormentado” e que “ele fez isso porque percebeu que, devido aos seus problemas de saúde, seu grande sonho de trabalhar na Lufthansa, de ter o cargo de piloto em voos de longa distância, era praticamente impossível”.

Na França, Bernard Bartolini, prefeito de Prads-Haute-Bléone, onde caiu o avião da Germanwings, afirmou que o pai de Lubitz – um banqueiro que esteve na cidade após a tragédia – está “completamente arrasado”. “Ele sente sobre ele toda a responsabilidade do drama e atravessa uma angústia incrível”, disse o prefeito em declarações à emissora francesa BFM TV.

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