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25/03/2015 11:14 -03 | Atualizado 26/01/2017 21:42 -02

IBGE: Mais 7,4 milhões de brasileiros trabalhavam ou estudavam fora da cidade onde viviam em 2010

EVELSON DE FREITAS/Estadão Conteúdo

Em todo o País, mais de 7,4 milhões de pessoas se deslocavam em 2010 entre municípios que formavam arranjos populacionais para estudar ou/e trabalhar. Foi o que revelou o estudo "Arranjos Populacionais e Concentrações Urbanas do Brasil", divulgado nesta quarta-feira (25) pelo IBGE.

Segundo o levantamento, que foi baseado Censo Demográfico 2010, mais da metade da população brasileira, ou 55,9%, viva em municípios que formavam os arranjos populacionais, ou seja, agrupamentos de dois ou mais municípios com forte integração populacional. Isso representava 106,8 milhões de pessoas em 294 arranjos, formados por 938 municípios.

Entre as regiões com mais deslocamentos em 2010, o Sudeste se destaca, com 112 arranjos. Em seguida aparece o Sul, com 85 arranjos, o Nordeste, com 56, Centro-Oeste, com 24, e o Norte, com 17 conjuntos.

Os maiores fluxos ocorreram entre os municípios de Guarulhos (SP) e São Paulo (SP), Niterói (RJ) e São Gonçalo (RJ), Duque de Caxias (RJ) e Rio de Janeiro (RJ) e entre Osasco (SP) e a capital paulista.

Apesar de separados por aproximadamente 430 quilômetros de distância, o eixo Rio de Janeiro – São Paulo apresenta um movimento de 13,4 mil pessoas entre seus arranjos, 57,7% delas se deslocando somente em função do trabalho e 40,5% somente devido ao estudo. Da mesma forma, a ligação entre os arranjos de “Goiânia/GO” e “Brasília/DF” promovia um fluxo de 8,8 mil pessoas.

Ainda segundo o IBGE, a maioria dos arranjos tem até 100 mil habitantes (63,6% têm essa característica), e 75,9% deles são formados por apenas dois municípios.