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19/03/2015 13:31 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:13 -02

Greve dos garis começa no Rio de Janeiro, já alcançou o Paraná e pode chegar a São Paulo

Montagem/Estadão Conteúdo

Prestes a completar uma semana, a greve dos garis no Rio de Janeiro já inspirou colegas de trabalho em outros estados a cruzar os braços.

Agora, além do Rio de Janeiro, Curitiba (PR) entrou nesta quinta-feira (19) no terceiro dia de paralisação.

No estado de São Paulo, a ideia também deve se materializar em cerca de 130 cidades do estado.

Rio de Janeiro

Com greve decretada na sexta-feira (13), a categoria reivindica 47,7% de aumento salarial e a passagem do vale-alimentação de R$ 20 para R$ 27 por dia de trabalho. A Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) apresentou na quarta feira (18) uma proposta de 7,7% de reajuste salarial, mas não houve aceitação dos garis.

O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) vai julgar a legalidade do movimento. Na semana passada, o tribunal considerou ilegal a paralisação, mas em caráter liminar.

Na ocasião foi determinando o pagamento de R$ 100 mil em multa pelo sindicato por dia de greve, além de escoltas armadas para coibir piquetes em garagens da Comlurb.

O acúmulo de lixo por causa da greve atinge principalmente bairros da zona norte e da região central da cidade. Nesta terça-feira, a Comlurb informou que, nos cinco primeiros dias de greve, 15 piquetes foram registrados.

Curitiba

Na capital do Paraná a greve começou na terça-feira (17) e conta com 2.700 funcionários parados. O Sindicato dos Empregados em Empresas de Asseio (Siemaco) pede reajuste de 20% nos salários e um aumento de 30% nos vales. Hoje, coletores de lixo recebem R$ 1.118 enquanto a folha mensal dos varredores fica em R$ 958. Juntos, os vale-refeição e alimentação somam R$ 736,56 para todos da classe.

Segundo o portal UOL, entre outras reivindicações dos garis estão o respeito ao número mínimo de três coletores por caminhão (há casos em que equipes trabalham em duplas), a manutenção das calçadas (é comum que funcionários tenham de capinar vias públicas) e a distribuição de uniformes de verão, mais leves.

A Cavo (concessionária responsável pela limpeza da cidade) já disse que não tem condições de atender à demanda e propôs repor a inflação de 7,7% retroativa a 1º de março somada a 1,3% de ganho real a partir de 1º de setembro; os vale-alimentação e refeição receberiam o acréscimo de 10% - mas não foi aceita.

São Paulo

Nesse caso, o presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, diz que a greve deve começar na segunda-feira (23). Segundo a Exame.com, esse foi o prazo para que o pedido de reajuste salarial de 8% seja aprovado pelas empresas. Caso de fato não seja acatado, São Paulo será o terceiro estado a se juntar à greve em pouco mais de uma semana.

Até agora, as empresas ofereceram reajuste de 6,5%, mas o Siemaco (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Prestação de Serviços de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo), filiado à UTG, não aceitou e aguarda uma nova proposta antes do prazo final.

A paralisação afetaria toda a Grande São Paulo e municípios do interior paulista, isto é: Osasco, Guarulhos, Bauru, o eixo ABC, e a Baixada Santista, por exemplo. Excepcionalmente, a capital e Campinas ficariam de fora por terem data-base dos garis diferenciada.