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17/03/2015 19:33 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Um ano de Operação Lava Jato: saiba como começou, em que pé está e onde (provavelmente) vai parar

Montagem/Estadão Conteúdo

Exatamente nesta terça-feira, dia 17 de março, a maior investigação sobre corrupção na Petrobras, maior produtora de petróleo entre as empresas de capital aberto no mundo, completa um ano: a Operação Lava Jato.

Muitos processos judiciais já estão em sua etapa final, mas a Lava Jato ainda está longe do fim.

Tudo começou quando

Há um ano, um posto de gasolina no Distrito Federal onde funcionava uma casa de câmbio foi interceptado pela Polícia Federal. A operação foi batizada de ‘Lava Jato’ mas, curiosamente, nunca houve um lava jato no posto em questão, que fornecia vários outros serviços, como lavanderia.

Além disso, o dono do posto em questão, Carlos Habib Chater, já havia histórico na polícia. Segundo a Folha de S.Paulo, antes da Lava Jato, ele foi indiciado pela PF e denunciado pelo Ministério Público junto com seu pai, Habbib Salim El Chater, por "operar casa de câmbio sem a devida autorização" do Banco Central.

Este empresário tinha contato com outros doleiros, entre eles, Alberto Youssef, que também foi preso pela polícia neste dia na mesma operação.

Três dias depois, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras havia sido preso por tentar destruir provas e documentos que o envolveriam nesse esquema.

As investigações cresceram e envolveram cada vez mais nomes da estatal, levando Youssef e Costa a fecharem acordos de delação premiada confessando a participação de grandes nomes da política e empresários.

Em números (pelo menos até agora)

Em um ano o esquema movimentou cerca de 4,47 bilhões de reais. 500 milhões de reais já foram devolvidos aos cofres públicos. Denunciados podem pegar 117 anos de prisão.Até agora, foram 82 réus e 8 empreiteiras.

Mesmo surpreendentes, esses números não são definitivos - muitas águas ainda vão rolar. "A maior parte das acusações ainda está por vir", revela o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa.

Ele faz uma ressalva. "Existem suspeitas sobre vários outros funcionários, mas o Ministério Público só fala sobre a culpa de alguém quando há provas consistentes, fundamentadas, sobre a responsabilidade daquela pessoa", afirma.

Próximos passos

As autoridades irão agora buscar provas que fomentem as acusações dos delatores. Caso as encontrem, os nomes dos envolvidos serão denunciados ao STF. Se o Supremo aceitar as denúncias, os envolvidos serão julgados pelo próprio STF e STJ.

Nesta semana, a força-tarefa do Ministério Público Federal deverá apresentar mais uma denúncia, desta vez contra o grupo que controlava uma terceira diretoria da Petrobras. E também mira agora contratos de outras estatais, como na área de energia, sempre a partir de novas delações premiadas

Até aqui, 15 investigados fecharam acordo para revelar os segredos da trama contra os cofres da estatal e devolver fortunas que movimentaram ilegalmente.

(Com informações Estadão Conteúdo)

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