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17/03/2015 15:06 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:13 -02

Em ataque a presidente Dilma Rousseff, Renan diz que 'faltou protagonismo' do governo para aprovar reforma política

Monatgem/Estadão Conteúdo

Irritado com a presidente Dilma Rousseff, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) disse nesta terça-feira (17) que "faltou protagonismo" do governo e do PT para aprovar a reforma política. Os projetos que mudam o sistema eleitoral brasileiro foram apresentados pela presidente e por ministros dela como uma das resposta para a onde protestos que tomou as ruas do País no domingo (15).

Segundo Renan, o Senado chegou  a apreciar, há mais de uma década, alterações no sistema político, mas a reforma enfrentou resistências entre os deputados. “Faltou, sobretudo nesses momentos, o protagonismo do governo e o protagonismo do PT."

“Eu espero que a partir de agora, com o protagonismo da presidente da República e com o protagonismo do seu partido, o PT, nós tenhamos condições de levar adiante essa reforma política e entregar ao Brasil uma nova política."

O presidente do Senado aposta na gestão dele e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, também do PMDB, para agilizar a reforma. Em um ato político do partido para apresentar a proposta de reforma do partido, Renan disse ainda que, com o PMDB no comando das duas Casas, eles podem estabelecer uma pauta expressa para que os projetos sejam apreciados rapidamente.

Renan tem alfinetado a presidente desde que soube que seu nome apareceria na lista que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, encaminhou para o Supremo Tribunal Federal com nomes de políticos e recomendações de abertura de investigação por suposto envolvimento nos ilícitos apurados na Operação Lava Jato. Ele diz acreditar que o procurador sofreu influência do governo na hora de elaborar a relação. Entre os atos de revolta, o peemedebista chegou a devolver uma medida provisória editada pela petista.

A reforma política do PMDB, entretanto, não agrada a maioria dos petistas. Um ponto crucial que o PT não abre mão é o fim do financiamento empresarial de campanha. Já o PMDB defende a participação do setor privado. No ato do partido, o vice-presidente, Michel Temer, ressaltou que o Legislativo será o protagonista absoluto da proposta.

(Com Estadão Conteúdo)