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Ex-comandante da PM de Goiás, Coronel Pacheco chama Lula e Dilma de ‘ladrões' e se diz pronto para ‘luta armada' (VÍDEO)

17/03/2015 14:28 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:13 -02

Um ex-comandante da Polícia Militar de Goiânia (GO) causou polêmica nas redes sociais ao sugerir uma ‘luta armada’ no Brasil contra o que chamou de ‘guerrilheiros da presidente’ Dilma Rousseff (PT). As frases de Coronel Pacheco, bastante exaltadas, foram direcionadas com mais ênfase ao ex-presidente Lula.

“Quero dizer pra você Dilma, pra você Lula ladrão, que eu não tenho medo dos seus guerrilheiros, e tenho certeza que as centenas de milhares de policiais militares dos diversos Estados desse País também estão prontos para ir para a luta armada para defender esse País”, disse Camilo em seu vídeo.

O material, compartilhado no fim de semana pelo WhatsApp, foi divulgado pelo Diário de Goiás e faz referência à fala de Lula, de que exércitos da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) iriam para as ruas defender o governo. Ao jornal Valor Econômico, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) criticou o petista.

“Nós, policiais militares da reserva, não aceitamos mais ser roubados e ainda por cima, agora, ser ameaçados e oprimidos. Nós vamos defender a nossa sociedade e estamos prontos para qualquer convocação, seja oficial ou não, para lutar contra os seus guerrilheiros”, completou Camilo, que informou ser coronel da reserva remunerada há três anos.

Muitas faixas pedindo a volta do regime militar foram vistas em várias cidades do Brasil no último domingo (15). Entretanto, segundo duas pesquisas divulgadas nesta terça-feira (17), a adesão ao movimento que prega uma intervenção militar no País em 2015 foi baixa mesmo entre os que querem o impeachment de Dilma.

Clube Militar pede ‘vigilância’ para Brasil não virar ‘uma Venezuela’

Após as manifestações de domingo, o Clube Militar publicou uma nota em seu site na qual afirma que os protestos mostram que o governo não pode pensar em transformar o Brasil numa Venezuela “impunemente” e que é necessária “onipresente vigilância”.

“(A manifestação) sinaliza aos seguidores do Foro de São Paulo, hoje dirigindo o Brasil, que não podem pensar impunemente em nos transformar em uma ditadura similar à da Venezuela nem mesmo num sofrido Equador ou Bolívia, que já trilham o caminho abominável do que chamam bolivarianismo”, afirma a nota, assinada pelo coronel da reserva Ivan Cosme Pinheiro, diretor de Comunicação Social da entidade.

O texto O Dia em que o Brasil Mudou foi publicado na seção Pensamento do Clube Militar, divulgada aos integrantes das Forças Armadas associados à entidade. Segundo a nota, a administração atual pratica o “câncer social”, que é a corrupção, e precisa se corrigir.

“Não basta mais dizer, em discursos recorrentes, que vai combater a corrupção, se na verdade está praticando esse câncer social em busca de seus interesses”. Ao falar da “onipresente vigilância”, a nota aponta uma “sanha despótica” no governo Dilma Rousseff.

“Havemos de ter, a partir de agora, uma onipresente vigilância quanto ao que o governo pretende nos impor e quanto às medidas a serem implementadas por ele, prometendo buscar soluções para os problemas que nos afligem, diga-se de passagem, gerados por ele próprio em sua sanha despótica”. Ainda de acordo com o texto, “toda a moral brasileira tem que ser revista em todos os níveis”.

Nesta quinta-feira (19), o Clube Militar lança no Rio o que chama de Campanha pela Moralidade Nacional, a fim de debater o atual cenário político e social brasileiro.

(Com Estadão Conteúdo)

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