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13/03/2015 09:34 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Para cumprir ‘vontade do povo', Jair Bolsonaro entra com pedido de impeachment de Dilma

Montagem/Facebook e Estadão Conteúdo

“Fernando Collor de Mello sofreu o impeachment por muito menos”. Essa é uma das argumentações do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) que constam no pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele informou em sua página no Facebook que protocolou o pedido nesta quinta-feira (12).

“Os fatos que levaram a cassação do ex-presidente Fernando Collor são bem menos graves e inconsistentes que os imputados à Sra. Dilma Rousseff”, escreveu na postagem na rede social.


Além das comparações com Collor, Bolsonaro justifica que a cassação de Dilma atenderia à ‘vontade popular’ e seria justificada por crimes de responsabilidade, notadamente por improbidade administrativa da presidente na condução do Brasil, tendo ela, segundo o deputado, ‘permitido a corrupção na Petrobras’.

Além disso, Bolsonaro aproveita para exaltar o regime militar, a qual, de acordo com ele, manteve o “livre exercício político dos representantes eleitos do povo” e questionar o passado de Dilma como ‘terrorista’. A petista ainda causaria prejuízos ao País com a “compra de apoios” e a “escravização dos brasileiros” com programas sociais.

O pedido, de 13 páginas, deve ser analisado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). É ele quem tem o poder de abrir ou não um processo de impeachment contra Dilma. Desde 2011, outros 10 pedidos semelhantes foram arquivados contra a petista, em geral por falta de elementos probatórios.

Até às 9h desta sexta-feira (13), a postagem de Bolsonaro já possuía quase 73 mil curtidas e mais de 20 mil compartilhamentos.

Solidariedade coleta assinaturas pelo impeachment

Outro personagem do cenário político a querer o impeachment de Dilma é o Solidariedade, partido dirigido pelo deputado Paulinho da Força (SP). De acordo com o parlamentar, “nenhum brasileiro aguenta mais a corrupção, as mentiras e a incompetência do governo Dilma”.


Por volta das 9h desta sexta-feira, pouco mais de 1,2 mil pessoas haviam assinado a petição pública convocada pelo partido da oposição.

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