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12/03/2015 17:00 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Sem definição para as vice-presidências da CDH, Marco Feliciano e Jean Wyllys trocam farpas

Montagem/Estadão Conteúdo/Agência Brasil

Um impasse na Comissão de Direitos Humanos adiou a eleição dos vice-presidentes do colegiado, prevista para esta quinta-feira (12). A Bancada Evangélica, que predomina o colegiado, não chegou a um consenso com os demais integrantes da comissão se indicará alguém para os cargos.

O presidente da CDH, Paulo Pimenta (PT-RS), eleito nesta quinta-feira (12), chegou a tentar um acordo na quarta-feira, mas não conseguiu convencer os religiosos a aceitarem a proposta. A ideia dele era unir o pastor Marco Feliciano (PSC-SP) e defensor da causa LGBT Jean Wyllys (PSol-RJ) em duas das vice-presidências.

Além de não ser regimentalmente correto, por não obedecer a proporcionalidade dos blocos, o acordo não agradou a Bancada Evangélica. O grupo não consegue se decidir, entre suas diversas correntes, se devem tentar ter candidato e também não ficaram satisfeitos com a escolha de Wyllys.

Na sessão desta quinta-feira, tanto o deputado do Rio quanto Feliciano trocaram farpas. Ontem, quando o acordo estava certo, os dois levantaram a bandeira do diálogo na Casa. Segundo Feliciano, há uma perseguição a evangélicos na comissão. Ele disse que, na época em que foi presidente da comissão, em 2013, os defensores da causa LGBT abandonaram a CDH. Disse ainda que os progressistas só se pronunciavam quando havia morte de gays e lésbicas.

Para Wyllys, as declarações de Feliciano contradizem a realidade. "Quando se tratava de trabalhar, arregaçar as mangas, fazer as diligências, visitar prisões, hospitais, ninguém aparecia, mas bastava a gente mencionar o tema LGBT, o tema da sexualidade, dos direitos sexuais reprodutivos e todos apareciam para se colocar contra",disse o deputado.

A eleição para as vice-presidências foi adiada para a próxima semana.