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10/03/2015 15:51 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Estádio Mané Garricha vai abrigar escritórios do governo local na tentativa de conter gastos em meio à crise de Brasília

Divulgação / Portal da Copa

Como todo mundo já esperava, alguns estádios construídos para a Copa do Mundo caíram em desuso depois da temporada de jogos, já que os estados em que foram instalados não têm tradição no futebol.

É o caso do Mané Garrincha, o estádio mais caro dos 12 construídos para a Copa do Mundo, em Brasília. Os custos da obra chegaram a R$ 1,6 bilhão, segundo o TCDF (Tribunal de Contas do Distrito Federal), e a manutenção agora fica cerca de R$ 600 mil todo o mês, segundo o portal UOL.

Pensando em alternativas para reaproveitar o espaço, o governador do DF, Rodrigo Rollemberg (PSB), anunciou que o estádio será usado como "escritório" para três secretarias do governo: Economia e Desenvolvimento Sustentável; Desenvolvimento Humano e Social; e Esporte e Lazer.

Atualmente, as três sedes ocupavam 40 salas em um prédio alugado na Asa Norte de Brasília. Com a mudança, o governo estima economizar R$ 10,5 milhões por ano. Uma medida positiva, considerando a crise econômica que o governo local enfrenta para colocar o DF de volta nos eixos.

O senador e ex-jogador de futebol, Romário Faria (PSB-RJ), comentou a solução do governo do Distrito Federal nas redes sociais. Ele apoia a medida, mas diz que ela está longe de ser o ideal: "Afinal, um estádio deveria se manter pelo esporte."


Além de abrigar sede de governo, a área externa da arena também já serve como estacionamento para cerca de 400 ônibus da frota da cidade, que atende a população diariamente e têm permissão para estacionar lá.