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09/03/2015 12:07 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Procon-SP: As taxas de juros de empréstimo pessoal e cheque especial praticadas em março por sete bancos

Estadão Conteúdo/Flickr

Os sete maiores bancos do País apresentaram taxas de juros mais altas em março, tanto no empréstimo pessoal quanto no cheque especial, conforme informou uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (9) pelo Procon-SP.

Dos bancos pesquisados, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa, HSBC, Itaú, Safra e Santander, dois aumentaram suas taxas de cheque especial e um as de empréstimo pessoal. Os demais permaneceram com os mesmos índices praticados no mês anterior.

Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa de empréstimo pessoal em função do prazo de contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos trabalham com esse prazo. O levantamento coletou também as taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, sendo que, para o cheque especial, foi considerado o período de 30 dias.

A taxa média dos bancos para empréstimo pessoal foi de 6,02% a.m., superior à do mês anterior, que foi de 6,01% a.m. A alteração se deve ao crescimento da taxa do Bradesco, que subiu de 6,53% para 6,57% a.m. - um acréscimo de 0,04 ponto percentual.

Já no cheque especial, a taxa média pesquisada foi de 10,55% a.m., também superior à de fevereiro, quando estava por volta de 10,55% a.m. De novo, contribuiu para a alta o Bradesco, que alterou de 10,45% para 10,55% a.m. a taxa, e o Santander, que aumentou de 12,99% para 13,24% a.m.

Nas duas taxas, o Santander foi considerado o banco mais caro para o mês e a Caixa, com taxas mais baratas. Veja abaixo as taxas praticadas por estes e outros bancos:

Precauções

Para não pagar taxas abusivas ou entrar na inadimplência, o Procon-SP recomenda que o consumidor tenha cautela ao contratar uma linha de crédito, avaliando a real necessidade da contratação e comparando as taxas praticadas pelas instituições financeiras.

Vale ressaltar que as taxas foram pesquisadas um dia antes do aumento da taxa básica de juros, a Selic. Com o aumento de 0,50 ponto percentual, passando para 12,75% ao ano, as taxas de juros dos bancos tendem a ficar ainda mais elevadas.