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09/03/2015 10:15 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Economistas pioram projeção para inflação e PIB deste ano; Selic deve chegar a 13%

EVARISTO SA via Getty Images
Brazilian President Dilma Rousseff delivers a speech during the ceremony presenting the final report of the National Truth Commission (CNV) --which investigates those responsible for human rights violations between 1946 and 1988 in the country-- at the Planalto Palace in Brasilia, Brazil, on December 10, 2014. The report lists those responsible for political repression and admits --for the first time-- the disappearance of 434 people during the dictatorship. The disclosure of the document accompanies the International Human Rights Day commemoration. It also includes a list of places where forced interrogation, illegal arrests and enforced disappearances took place. AFP PHOTO/EVARISTO SA (Photo credit should read EVARISTO SA/AFP/Getty Images)

Economistas de instituições financeiras deixaram inalterada sua perspectiva para a Selic ao final deste ano, após o Banco Central manter o ritmo de aperto monetário e deixar em aberto os próximos passos, em meio à contínua piora do cenário de inflação e econômico.

Segundo a pesquisa Focus do BC publicada nesta segunda-feira, o mercado continua vendo a taxa básica de juros a 13 por cento ao final de 2015, após mais uma alta de 0,25 ponto percentual na reunião de abril.

Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC elevou a Selic em 0,50 ponto percentual, para 12,75 por cento ao ano, em decisão unânime, mas não deu indicações sobre os próximos passos em um curto comunicado. Assim, as atenções se voltam agora para a divulgação da ata dessa reunião, na quinta-feira.

Para 2016, a mediana das projeções ainda indica que a Selic encerrará a 11,50 por cento.

O Top-5 de médio prazo, com os economistas que mais acertam as projeções, também continua vendo a Selic a 13 por cento em 2015 e a 11,50 por cento ao final do próximo ano.

As expectativas de aperto monetário se dão diante de preocupações inflacionárias, e apesar das projeções de recessão.

A estimativa no Focus para a alta do IPCA em 2015 subiu a 7,77 por cento, contra 7,47 por cento na semana anterior, na 10ª semana seguida de piora das projeções. Para os preços administrados, a projeção passou a 11,18 por cento, alta de 0,18 ponto percentual.

Para o final de 2016, a expectativa para o avanço do IPCA foi a 5,51 por cento, contra 5,50 por cento na pesquisa anterior, com alta de 5,50 por cento dos administrados, projeção inalterada.

Já para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 o Focus aponta projeção de contração de 0,66 por cento, contra queda de 0,58 por cento antes, também 10ª vez seguida em que os economistas consultados pioram sua estimativa.

Somente a indústria, que vem pesando sobre a atividade, deve ter recuo na produção de 1,38 por cento, ante contração prevista antes de 0,72 por cento.

Em relação a 2016, a projeção para o crescimento do PIB caiu a 1,40 por cento, 0,10 ponto percentual a menos do que na pesquisa anterior.