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09/03/2015 21:27 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Delator do esquema de corrupção, Alberto Youssef diz que dinheiro da Petrobras abastecia políticos do PP mensalmente

Montagem/Estadão Conteúdo

O recebimento mensal de recursos desviados da Petrobras a parlamentares do PP era vinculado ao compromisso em votar com o governo, de acordo com depoimento do doleiro Alberto Youssef, investigado na Operação Lava Jato. De acordo com a Folha de S.Paulo, o doleiro disse ainda que os líderes do PP recebiam entre R$ 250 mil e R$ 500 mil por mês.

No depoimento, ele disse que o valor não era referente a uma votação específica. "Mas os parlamentares que recebiam estes valores mensais ficavam vinculados a votar junto com a liderança, em favor do governo", afirmou.

A lista de parlamentares citados pelo doleiro inclui os deputados Nelson Meurer (PP-PR), o ex-ministro das Cidades, Mário Negromonte (PP-BA), o deputado João Pizzolati (PP-SC) e o deputado cassado e condenado no mensalão, Pedro Corrêa (PP-PE).

Segundo Youssef, era separado cerca de R$ 1,5 milhão por mês para o restante da bancada. Na avaliação dele, os beneficiários sabiam da origem ilícita dos recursos, pois o ex-direitor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, era "voz corrente no partido". Parlamentares do PP dominam a lista de investigados na operação.

No depoimento, o doleiro também citou o nome de alguns parlamentares do PP que, a sua opinião, não recebiam recursos do suposto esquema. Foram citados o deputado Paulo Maluf (SP), a ex-deputada Rebeca Garcia (AM), o deputado Dimas Fabiano (MG), o deputado Renzo Braz (MG), o ex-deputado Pastor Vilalba (PE), a deputada Iracema Portela (PE), o deputado Esperidião Amim (SC), o deputado Guilherme Mussi (SP), o deputado Jair Bolsonaro (RJ) e a senadora Ana Amélia (RS).