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05/03/2015 17:42 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Perícia particular conclui que promotor argentino Alberto Nisman foi assassinado

AP Photo

A juíza argentina Arroyo Salgado, ex-mulher do promotorAlberto Nisman afirmou nesta quinta-feira (5) que o resultado de perícias particulares concluiu que ele foi assassinado.

Segundo Salgado, os estudos conduzidos com “rigor científico” mostram que a hipótese de suicídio, como foi afirmado pela investigação oficial, está “descartada com contundência”.

Nisman foi encontrado morto em seu apartamento no dia 18 de janeiro, na véspera de apresentar uma importante denúncia contra a presidente Cristina Kirchner. Ele acusava a mandatária argentina de orquestrar o acobertamento de uma investigação contra o Irã sobre o ataque a bomba de 1994 contra um centro judaico na Argentina.

“A morte violenta só admite três hipóteses: acidente, suicídio ou homicídio. Descartamos as duas primeiras com contundência. Nisman foi vítima de um homicídio, sem sombra de dúvidas.”

Segundo a BBC o estudo concluiu que seu corpo foi movimentado após a morte, que a arma encontrada junto com o cadáver foi a mesma usada para o disparo e que Nisman agonizou antes de morrer.

Um relatório de mais de cem folhas foi apresentado à justiça argentina. Cabe agora à juíza responsável pelo caso aceitar ou não o estudo.