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02/03/2015 21:58 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Lista de políticos envolvidos na Lava Jato deve chegar ao STF nesta terça-feira

Montagem/Estadão Conteúdo

Os inquéritos para investigar políticos citados na Operação Lava Jato devem chegar ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (3) e seguir diretamente para o gabinete do ministro Teori Zavascki, relator na Corte dos casos envolvendo o esquema de corrupção naPetrobras.

Apesar da chegada das peças ao Supremo, os nomes dos investigados e os pedidos da procuradoria podem demorar alguns dias para se tornarem públicos.

Isso porque Zavascki tem de decidir sobre a derrubada do sigilo em cada um dos casos. A inclinação do ministro é para acabar com o segredo, nos termos do que for solicitado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Só após analisar todos os pedidos de investigação e decidir sobre o sigilo em cada uma das petições, o ministro irá liberar as peças.

Ontem, o vice-presidente, Michel Temer disse que é bom que o procurador entregue logo a lista. “É bom que venha logo quem está ou que venha a ser objeto de inquérito. Temos de acabar, ainda que pela metade, com este assunto”, argumentou.

Segredo

Desde a chegada das delações premiadas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssefna Corte, Zavascki tem mantido o caso "oculto" no STF - grau de sigilo superior ao segredo de justiça.

O procurador-geral já informou que, quando encaminhar os pedidos de abertura de inquérito contra os parlamentares irá também pedir a retirada do sigilo.

A expectativa é que Zavascki atenda o pedido de Janot. Nos casos em que diligências de investigações - como quebra de sigilo bancário ou interceptação telefônica, por exemplo - exigirem segredo, o ministro pode deixar em segredo apenas as medidas que serão adotadas.

Os inquéritos devem chegar ao STF no final da tarde de amanhã, segundo previsões feitas nos bastidores do Supremo.

O STF tem 42 procedimentos equivalentes aos fatos apurados com base nas duas delações. O número não corresponde, necessariamente, ao total de políticos que serão investigados.

O procurador poderá pedir abertura de inquérito, oferecer denúncias - quando entender que já há indício de provas suficientes - ou ainda solicitar o arquivamento dos trechos das delações que mencionam o envolvimento de parlamentares.

(Com Estadão Conteúdo e Agência Brasil)