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27/02/2015 16:28 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:12 -02

Brasil fecha 81 mil vagas de emprego em janeiro e tem pior resultado desde 2009; veja os setores que mais demitiram

SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO CONTEÚDO

E parece que o desemprego chegou para ficar.

Após a taxa de desemprego ter aumentado em janeiro, o mercado de trabalho brasileiro mostrou que está contratando menos - e demitindo mais, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), medido pelo MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). Em janeiro, o País registrou 1.600.94 admissões e 1.681.868 desligamentos, o que significa um saldo negativo de 81.774 postos de trabalho.

A geração de empregos no período foi o menor desde 2009, quando o saldo foi de -101.748.

Por estado, os que apresentaram os maiores saldos negativos foram Rio de Janeiro (-40.658), Minas Gerais (-14.533) e São Paulo (-13.599). Por outro lado, Santa Catarina (+14.637), Rio Grande do Sul (+8.338) e Paraná (+6.713) fecharam o mês com mais admitidos que demitidos.

Mas para o governo, o copo está meio cheio. Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, o relatório divulgado nesta sexta-feira (27) mostra que há motivos para manter o "otimismo" em relação à geração de empregos no País em 2015.

“As políticas que temos desenvolvido, na área social, com programas como o Minha Casa Minha Vida, como o Bolsa Família, elas não serão interrompidas. Os investimentos em infraestrutura não serão interrompidos e muitos dos investimentos previstos por empresas privadas não serão interrompidos. Isso vai continuar ajudando o País e gerando empregos”, argumentou.

O ministro acrescentou que os ajustes fiscais que estão sendo feitos nas contas públicas, também terão impacto positivo no País. “Tenho que lembrar que o mundo não superou a crise iniciada em 2008. A OIT fala que ainda serão necessárias 100 milhões de vagas para que o mundo volte a ter o mesmo número de empregados de antes da crise”, complementou.

Sobre janeiro, Dias justificou que o resultado foi influenciado pela sazonalidade. “Os setores que tradicionalmente fazem demissões nesse período, por questões como o fim do período de férias, foram os que mais perderam vagas", argumentou.

Setores

Após oito meses perdendo vagas, a Indústria de Transformação voltou a contratar em janeiro. Entre os destaques estão a Indústria Calçadista, com saldo positivo em 7.554 empregos, Mecânica, com 3.968, a Têxtil, com 3.451, e de Borracha com 3.292 contratados. A Agricultura gerou 9.428 vagas.

Já o Comércio novamente apresentou recuo de postos de trabalho, puxado pela redução de vagas no Comércio Varejista, com -97.887 postos ou queda de -1,25%. Na área de Serviços, houve perdas no setor de Alimentação e de Transportes e Comunicações ( -9.995 postos ou -0,43%).

Veja abaixo os setores que mais fecharam vagas no período:

Os setores que mais demitiram em janeiro de 2015