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24/02/2015 16:18 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:03 -02

Collor recebeu R$ 3 milhões em propina na Operação Lava Jato, segundo Alberto Youssef

Montagem/Estadão Conteúdo

Mais uma vez o nome do senador e ex-presidente da república Fernando Collor (PTB - AL) aparece nas investigações da Operação Lava Jato. Desta vez, na delação do doleiro Alberto Youssef.

Segundo o jornal Folha de S.Paulo, Youssef informou que Collor teria recebido propina de R$ 3 milhões - valor correspondente a 1% de um contrato de R$ 300 milhões entre a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras, e uma rede de combustíveis em São Paulo.

O acordo foi feito em 2012 e o dinheiro teria sido entregue nas mãos de Pedro Paulo Leoni Ramos, que, além de amigo do ex-presidente desde a juventude, é também empresário de uma consultora do setor de energia, que inclusive já prestou serviços para o próprio Yousseff, a GPI Participações e Investimentos. PP, como é conhecido, também foi ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos no governo Collor (1990-1992).

De acordo com o depoimento, Ramos foi operador do esquema, intermediando o suborno. A propina foi paga em dinheiro vivo, em três parcelas iguais e os repasses foram feitos nos próprios postos.

Em maio de 2014...

Collor já havia sido investigado pelo Supremo Tribunal federal por suspeita de envolvimento na Operação Lava Jato. Há quase um ano, a Polícia Federal identificou comprovantes bancários que totalizavam R$ 50 mil reais de depósitos feitos por Youssef na conta do senador. Ou seja, não é surpresa para a polícia a possibilidade de envolvimento do ex-presidente no esquema.

Collor não justificou a origem do dinheiro, mas afirmou ao Senado poucos dias depois que não conhecia Youssef e jamais manteve qualquer relacionamento de ordem pessoal e política com o doleiro.