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20/02/2015 15:15 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Ministério Público Federal exige que 6 empresas paguem R$ 4,47 bilhões por corrupção na Petrobras

Shutterstock / Tatiana Popova

4,47 bilhões.

Esse é o valor exigido do MPF (Ministério Público Federal) de seis empresas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato.

A cifra bilionária deverá ser paga pelas empresas Camargo Corrêa, Mendes Júnior, Galvão Engenharia, Engevix, Sanko e OAS.

O montante, relacionado em cinco ações de improbidade administrativas ajuizadas pelo MPF nesta sexta-feira (20), se refere a:

  • R$ 3,19 bilhões de indenização por danos morais coletivos

  • R$ 959 milhões de multa civil

  • R$ 319 milhões de ressarcimento ao erário

As firmas e os executivos são acusados de enriquecimento ilícito.

Essas ações têm relação com as denúncias do pagamento de propina de 1% a 3% dos valores dos contratos bilionários da Petrobras com cada empresa vencedora de "licitações fraudulentas", em um processo de cartelização, em uma espécie de "clube vip".

Nota publicada no site do MPF detalha o esquema:

Os recursos eram distribuídos por meio de operadores financeiros do esquema, de 2004 a 2012, com pagamentos estendendo-se até 2014. No âmbito criminal, os réus já foram denunciados por organização criminosa, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro nacional.

Essas ações também pedem a punição de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras e peça-chave no esquema de corrupção.

Como o executivo está colaborando com as investigações, por meio de delação premiada, ele não foi incluído no rol de condenações.

Costa já se comprometeu com o MPF a pagar a indenização cível.

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público, destacou que todos devem ser punidos igualmente e conforme a gravidade das responsabilidades.

"A corrupção pode ser vista como uma decisão embasada em custos e benefícios. Empresas corrompem porque os benefícios são maiores do que os custos. Devemos inverter essa fórmula."