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20/02/2015 11:44 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Dilma afirma que corrupção na Petrobras deveria ter sido punida na época do governo FHC

Montagem/Estadão Conteúdo

A presidenteDilma Rousseff resolveu rebater nesta sexta-feira (20) as críticas sobre o escândalo de corrupção na Petrobras e o colocou na conta do ex-presidenteFernando Henrique Cardoso (1995-2002). Em entrevista coletiva, ela disse que se os atos tivessem sido investigados na década de 1990, o esquema não teria se propagado.

"Se em 1996 e 1997 tivessem investigado e tivessem naquele momento punido, nós não teríamos o caso desse funcionário da Petrobras que ficou durante mais de 20 anos praticando atos de corrupção", disse, segundo o site G1.

Embora não tenha citado nomes, a presidente se referiu ao depoimento do executivo da Toyo Setal Augusto Mendonça à Justiça. Ele disse, em juízo, que o resultado das licitações passou a ser combinado pelo clube de empreiteiras envolvidas na Operação Lava Jato em meados dos anos 1990, quando o país era governado por FHC.

Aos jornalistas, a presidente voltou a defender a punição dos responsáveis pelas irregularidades na empresa, mas enfatizou que as investigações não devem interferir nas obras de infraestrutura do país.

"Isso não significa, de maneira alguma, ser conivente, ou apoiar, ou impedir qualquer investigação ou qualquer punição a quem quer que seja, doa a quem doer."

Imposto de renda

O governo federal segue firme na decisão de corrigir a tabela do imposto de renda este ano em 4,5%. No início do ano, ela vetou o texto do Congresso Nacional que passava o percentual para 6,5%. "Nós não estamos vetando porque queremos. Estamos vetando porque não cabe no Orçamento. Nunca escondemos que era 4,5%", enfatizou a presidente.

Com o reajuste proposto pela chefe do Executivo, o teto da isenção vai de R$ 1.787,77 para R$ 1.868,22 por mês. Pela correção proposta pelo Congresso, passaria para R$ 1.903,99.

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