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18/02/2015 17:09 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Eduardo Cunha abre espaço para a oposição e negocia o comando da Comissão de Finanças com o PSDB

Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Preterida nas gestões anteriores, a oposição está ganhando mais espaço com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara dos Deputados. Depois de indicar um parlamentar do DEM para presidir a CPI da Petrobras, Cunha está negociando a segunda comissão mais importante da Casa, a de Finanças e Tributações, com o PSDB, segundo a Folha de S.Paulo.

De acordo com o jornal, ao oferecer a comissão aos tucanos, o peemedebista contempla os dois partidos que lideram a oposição à presidente Dilma Rouseff e enfraquece ainda mais o PT. O partido da presidente ficou fora da Mesa Diretora da Casa.

A Comissão de Finanças é essencial para o governo que terá que prepara um pacote de ajuste fiscal para este ano. É por lá que passam as propostas que impactam as receitas e despesas públicas. Ela esteve nas mãos do PT entre 2007 e 2011. Desde 2012, estava sob comando do PMDB.

A oferta de Cunha é uma resposta ao apoio que o PSDB ofereceu, caso ele fosse para o segundo turno na eleição pela presidência. No primeiro turno, o partido apoiou Júlio Delgado (PSB). Os tucanos ainda discutem se ficarão com a Comissão de Finanças ou de Minas e Energia, onde poderão opinar nas discussões sobre as dificuldades do setor elétrico.

Também em retribuição ao apoio à Cunha, o PMDB entregará a comissão mais importante da Casa, a de Constituição e Justiça, nas mãos do PP. Uma das atribuições do colegiado é a revião das decisões do Conselho de Ética, que discutirá possíveis pedidos de cassação. Parlamentares do PP aparecem na lista de beneficiários do esquema de corrupção na Petrobras, investigado na Operação Lava Jato.