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12/02/2015 10:08 -02 | Atualizado 26/01/2017 22:02 -02

Pizzolato se entrega à Justiça após Itália autorizar extradição

Ed Ferreira/Estadão Conteúdo

A Corte de Cassação de Roma autorizou a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, condenado no mensalão. A instância máxima da Justiça italiana também determinou que Pizzolato volte para a prisão, em Modena. De acordo com o Bom Dia Brasil, após saber o resultado do julgamento, Pizzolato se entregou.

A sentença da corte reverteu a decisão de primeira instância de rejeitar o envio do brasileiro de volta ao País e aceitou as garantias dadas pelo governo brasileiro de que a integridade física de Pizzolato será assegurada.

A partir de agora, o caso deixa a esfera judicial e passa para o âmbito político. Caberá ao ministro da Justiça do governo de Mateo Renzi uma decisão final sobre o caso.

Fontes na Itália admitem que, a partir de agora, pode pesar o atrito entre Brasil e Roma no que se refere à decisão do ex-ministro da Justiça Tarso Genro de não extraditar Cesare Battisti, condenado na Itália por assassinato.

O julgamento ocorreu na quarta-feira (11) em Roma, mas a sentença foi pronunciada apenas na manhã de hoje (12). Pela decisão da Corte, "existem condições para a extradição", numa referência à situação das prisões no Brasil, e das garantias dadas pelo governo.

INFOGRÁFICO: Guia Pizzolato para virar outra pessoa

Ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil, Pizzolato foi condenado a 12 anos e sete meses de prisão. Mas há um ano e cinco meses fugiu do País com um passaporte falso e declarou que confiava que a Justiça italiana não faria um processo político contra ele, como acusa a Justiça brasileira de ter feito.

Ele acabou sendo preso na cidade de Maranello e, em setembro de 2014, a Corte de Bolonha negou sua extradição argumentando que as prisões brasileiras não teriam condições de recebê-lo.

(Com Estadão Conteúdo)