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09/02/2015 12:59 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:53 -02

Tombini diz que inflação irá aumentar no curto prazo, mas já prevê estabilidade em 2016

Blog do Planalto/Creative Commons
Brasília - DF. A presidenta Dilma Rousseff anuncia os três novos ministros que irão compor a equipe econômica de seu segundo mandato. Alexandre Tombini segue no Banco Central. (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, reconhece que as recentes medidas econômicas pressionarão a inflação de curto prazo para cima. As perspectivas de médio e longo prazos, porém, serão positivamente influenciadas pela maior confiança nas perspectivas econômicas do País.

Por isso, Tombini repetiu a afirmação de que as previsões do mercado para a inflação entre 2016 e 2019 já começam a apresentar sinais de acomodação.

Durante seminário organizado pelo Instituto Internacional de Finanças (IIF), Tombini foi o principal convidado de um almoço-palestra. Aos presentes, o brasileiro reconheceu que as medidas econômicas adotadas pelo governo Dilma Rousseff têm impacto negativo nos índices.

"Ações como o realinhamento nos preços administrados geram inflação no curto prazo", disse. "Além disso, também há o impacto do câmbio entre o dólar e o real", completou, ao comentar as razões para a pressão de alta nos preços no curto prazo.

Apesar desse movimento negativo, o presidente do BC repetiu discurso feito em Davos, durante o Fórum Econômico Mundial, de que as perspectivas para a inflação de médio e longo prazo começam a emitir sinais positivos.

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