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04/02/2015 11:10 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Presidente da Petrobras, Graça Foster, e outros cinco diretores renunciam aos cargos na companhia petrolífera

BRUNO DE LIMA/AGÊNCIA O DIA/ESTADÃO CONTEÚDO

A presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, e cinco diretores da companhia renunciaram aos seus cargos no comando da companhia, informou a estatal nesta quarta-feira (4). Novos executivos serão eleitos em reunião do Conselho de Administração que será realizada nesta sexta-feira (6).

A saída da diretoria, já dada como certa nas últimas 24 horas, acontece em meio às investigações de um escândalo bilionário de corrupção e a dificuldade da atual gestão da companhia para quantificar os prejuízos com fraudes em contratos de obras durante anos.

A informação da renúncia de Graça Foster e dos demais diretores consta de resposta da estatal a ofício da BM&FBovespa, a bolsa de valores de São Paulo, pedindo esclarecimentos sobre notícias veiculadas na mídia em relação a substituição na presidência, que geraram forte alta das ações no pregão de terça-feira (3).

Mesmo com as informações, o Palácio do Planalto – que se reuniu com Graça Foster na terça-feira – negou que o encontro tenha sido para tratar da saída da presidente da Petrobras. Nos bastidores, falava-se que a saída dela só seria confirmada pelo governo da presidente Dilma Rousseff quando fosse escolhido um novo nome no mercado para substituí-la.

Ações disparam após anúncio

As ações da Petrobras voltavam a disparar nesta quarta-feira, um dia após as preferenciais registrarem a maior alta percentual em 16 anos, reagindo à renúncia da presidente da estatal.

Às 10h42, os papéis preferenciais da companhia subiam 6,30%, enquanto as ações ordinárias avançavam 6,54%. No mesmo instante, o Ibovespa tinha valorização de 0,98%.

“Qualquer mudança na companhia tem viés benéfico, pois mostra que o governo está empenhado em fazer de tudo para que ela não perca o grau de investimento”, disse o gerente de renda variável da Fator Corretora, Frederico Ferreira Lukaisus, logo após a notícia.

“Não tem nenhum nome ainda, há muita especulação, mas o importante é a continuidade do choque de credibilidade que o governo está tentando passar para o mercado. Isso começou com o Joaquim Levy no Ministério da Fazenda e agora se estende para a Petrobras”, acrescentou.

Em relatório a clientes, antes do anúncio, comentando os rumores sobre a iminente saída de Graça Foster, o analista Frank McGann, do Bank of America Merrill Lynch, ponderou que encontrar substitutos não será fácil.

Para McGann, será fundamental a nova diretoria combinar força técnica e um maior nível de independência do que o visto nos últimos anos.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)

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