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02/02/2015 12:28 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Marta Suplicy volta a criticar o governo de Dilma Rousseff e ironiza derrota do PT na Câmara

JOEL RODRIGUES/FRAME/ESTADÃO CONTEÚDO

O PT está dividido há semanas sobre o que fazer com a senadora Marta Suplicy (PT-SP). Aos que querem ela fora do partido, um novo pronunciamento da ex-prefeita de São Paulo contra o governo da presidente Dilma Rousseff não tardou a aparecer, menos de 24 horas depois de o PT perder a eleição na Câmara dos Deputados.

Em postagem na sua página no Facebook, Marta disse que a derrota, tida por ela como “inusitada”, foi causada por “falta de sensibilidade” e é um “prenúncio de crise” para o Palácio do Planalto no Congresso Nacional.


Embora caciques petistas estejam tentando contornar a situação, Marta parece cada vez mais distante de seguir no partido. O artigo publicado no último dia 27 de janeiro, no jornal Folha de S. Paulo, criticou a condução da política econômica, a qual não apresenta “transparência”. Na mesma coluna, ela dizia que o PT “agora está atarantado sob sérias denúncias de corrupção”.

Semanas antes, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Marta sentenciou que “ou o PT muda ou acaba”, e a frase não caiu nada bem dentro da sigla, que a acusou de “vaidade” e querer forçar uma situação para deixar o PT. O foco da senadora seria concorrer à Prefeitura de São Paulo, em 2016, mas a provável candidatura do prefeito Fernando Haddad bloqueia essa possibilidade.

Os petistas já tentaram oferecer a ela a vaga do partido para a candidatura ao governo de São Paulo, em 2018. Ao que parece, não vem sendo o suficiente. “Com a posição reiterada, fica difícil acreditar que ela tenha portas abertas para um entendimento. Parece que não há muita abertura para isso”, analisou o senador Humberto Costa (PT-PE). O descontentamento crescente só empurra Marta para outros horizontes.

O PDT já se ofereceu para receber a senadora, mas caso Marta deixe mesmo o PT, pode escolher siglas da oposição, como o Solidariedade ou o PSB.

Por enquanto, a missão de trazer Marta para a conversa com o partido está nas mãos do presidente estadual do PT, Emídio de Souza. Com o início da nova legislatura nesta semana, os rumos a serem tomados pela senadora deverão ficar mais claros. Até mesmo quem está de olho no governo da capital paulista aguarda com ansiedade um desfecho. É o caso do deputado federal Celso Russomanno (PRB-SP).

“Voto meu ela não tira. Ela tira voto do PT, do Haddad. Para mim, é até interessante que ela seja candidata (...). É verdade que ela vai bem na periferia. Mas qual discurso que ela terá? Ela já foi prefeita e não conseguiu se reeleger. Agora, ela vai tirar votos do Haddad, sem dúvida nenhuma”, disse ele no mês passado.

(Com Estadão Conteúdo)

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