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Novos casos de Ebola ficam abaixo de cem por semana; OMS diz que epidemia retrocede

29/01/2015 14:08 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

O número de novos casos de Ebola confirmados totalizou 99 na semana encerrada em 25 de janeiro, o menor registro desde junho de 2014, informou a Organização Mundial da Saúde nesta quinta-feira (29), sinalizando que a maré pode ter virado na luta contra a epidemia.

"A resposta à doença do vírus do Ebola agora passou para uma segunda fase, já que o foco muda de retardar a transmissão para acabar com a epidemia", disse a OMS.

Na Libéria, a vida começa a voltar ao normal: as aulas, interrompidas desde março do ano passado, serão retomadas na próxima segunda-feira (2). As aglomerações - que chegaram a ser proibidas no auge da epidemia - agora se tornam novamente parte da rotina. As missas, as cerimônias de casamento e atos políticos começam a ser novamente realizados.

Autoridades afirmam, no entanto, que é necessário manter a vigilância. A Unicef vai equipar as escolas com kits de prevenção - serão 5.000 distribuídos na Libéria. Os pacotes incluem baldes, termômetros, sabonete, botas, luvas, cloro, escovas e listas de protocolos. De acordo com a ONU, nem todas as escolas foram limpas adequadamente para receber os alunos na próxima semana.

A epidemia matou 8.810 pessoas em um total de 22.092 casos registrados, quase todos eles em Serra Leoa, Libéria e Guiné.

Os casos e mortes caíram rapidamente na Libéria e Serra Leoa nas últimas semanas, com 20 mortes registradas na Libéria, em 21 dias até 25 de janeiro, ou seja, menos de uma por dia.

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    Um pastor celebra missa na favela de West Point, na Libéria. Embora o surto de Ebola esteja cada vez mais controlado, as autoridades insistem na vigilância constante
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    Professora em jardim de infância na cidade de Monróvia, na Libéria. Ainda que as aulas no país estejam previstas para começar no dia 2 de fevereiro, muitos estabelecimentos ainda não foram limpos adequadamente ou contam com equipamentos fundamentais para evitar novas contaminações
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    Profissionais da UNICEF manipulam kits de prevenção ao Ebola. Os materiais serão distribuídos para as escolas, que retornam às atividades no dia 2 de fevereiro, na Libéria
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    Bindu Quaye comemora com amigas em seu casamento, realizado em Monróvia. Ela e o noivo, Clarence Murvee esperaram até o surto ser controlado para agendar a cerimônia
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    Cerimônia de casamento em Monróvia, na Libéria. Após o surto de Ebola, vida no país começa a voltar ao normal
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    Placas penduradas em frente a um jardim de infância em Monróvia, na Libéria, sinalizam o fim das matrículas. Suspensas desde março, por causa da epidemia de Ebola, as aulas devem ser retomadas no país no dia 2 de fevereiro
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    Policiais liberianos fazem cordão humano durante recepção à presidente Ellen Johnson. O contato humano e as aglomerações públicas foram amplamente combatidas durante ao surto do vírus
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    Benetha Coleman, enfermeira que sobreviveu ao Ebola, uida de uma bebê com sintomas da doença, na área de alto risco da Unidade de Tratamento do Médicos sem Fronteiras. Segundo estudos, os sobreviventes têm imunidade ao vírus
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    Membro de equipe de saúde conversa com crianças na favela de West Point, na Libéria. Esses profissionais tiveram papel fundamental para reduzir os casos de contaminação, pois monitoraram todos aqueles que tiveram contato com doentes
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    Convidados fazem fila para o jantar em um casamento na Libéria. Durante o ápice do surto de Ebola, aglomerações públicas foram praticamente proibidas no país
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    Jovens jogam futebol em praia na Libéria. Com a redução dos casos de Ebola, muitos no país voltam à rotina
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    Barco pesqueiro em Monróvia, na Libéria; aos poucos, país começa a retomar a normalidade
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    Menino carrega peixes em mercado de Monróvia, na Libéria
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    Noiva abraça damas de honra durante cerimônia de casamento em Monróvia, na Libéria


(Com informações da Reuters)