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28/01/2015 14:02 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:52 -02

Tuíte de perfil fake de Eduardo Jorge acusa filho de Lula de ser dono da Friboi e causa confusão nas redes sociais

Montagem/Estadão Conteúdo

No dia 18 de janeiro o perfil @EduadoJorge43 fez um tuíte afirmando que Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, empresário e filho do ex-presidente Lula, seria o dono da Friboi, marca do frigorífico JBS.

O tuíte, que depois foi apagado, dizia:

"A vaca que tossiu não é do frigorífico do filho do Lula. Então pode comer à vontade"

O contexto seria a fala da presidente Dilma Rousseff (PT), feita durante a campanha eleitoral, de que não mexeria nos direitos trabalhistas "nem que a vaca tussa".

Nesta terça-feira (27), a Revista Fórum publicou uma notícia dizendo que Silva iria processar o ex-presidenciável, explicando que “não é ou jamais foi sócio ou manteve qualquer relação profissional com negócios relacionados ao setor agropecuário ou agroindústria”. E ainda que "tais afirmações – associadas a insinuações ou afirmações da prática de alguma conduta irregular ou ilegal – são lançadas por pessoas que se colocam no plano político como adversárias do Partido dos Trabalhadores (PT)".

A notícia foi replicada na página oficial do ex-presidente Lula, gerando uma grande interação dos internautas.

lula edu jorge

Em meio ao buzz nas redes sociais, Eduardo Jorge se manifestou na sua página do Twitter:


Acontece que perfil que fez o tuíte que gerou toda a confusão é, na verdade, de um perfil falso. A conta verdadeira do ex-presidenciável é @EduardoJorge43. O fake não possui a letra 'r'.

A postagem do Instituto Lula a que o Eduardo Jorge se refere foi feita após a confusão. A página apagou o post anterior sobre o assunto e se retificou dizendo que "ainda não há um processo, mas uma interpelação judicial" e que se for comprovado o uso de perfis falsos usando o nome de Eduardo Jorge, significa que ele também é uma vítima do uso da internet para difamação e se buscará responsabilizar o autor das calúnias.


No ano passado, o filho do ex-presidente entrou com um processo parecido contra Daniel Graziano, filho do ex-ministro Xico Graziano, que teria usado um computador do Instituto Fernando Henrique Cardoso para disseminar o mesmo boato.

(Com Estadão Conteúdo)