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23/01/2015 13:10 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:46 -02

Ministro do Trabalho prevê demissões este ano em 'alguns setores' e cita a indústria como exemplo de mau desempenho

Montagem/Estadão Conteúdo

Em meio a um cenário de ajuste fiscal, aumento de impostos e baixo crescimento econômico, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, avalia que haverá demissões "em alguns setores" neste ano.

"Nós não estamos com demanda para criar 20, 50, 100 mil empregos", afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo. A indústria, segundo ele, é um exemplo de setor que passa por dificuldades. "Demissão haverá em alguns setores, como está havendo na indústria", disse o ministro.

Apesar de sustentar que o Brasil permanece com economia sólida, inflação sob controle e boas expectativas de investimento externo e consumo doméstico, Dias deu sinais de que a criação de empregos formais neste ano pode andar de lado. "Mantendo o nível de emprego, criando vegetativamente o número necessário (de vagas), nós responderemos, pelos menos nesse período."

O ano, segundo ele, "pode ser e deve ser" mais difícil. Dias ponderou que outras áreas, como a agricultura, continuam bem e batendo recordes de produção. "A maioria dos setores está funcionando."

Ele divulga hoje, em Florianópolis, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2014. Sem antecipar números, disse esperar um fôlego maior na criação de empregos para o segundo semestre, quando o ajuste fiscal promovido pela equipe econômica da presidente Dilma Rousseff começaria a ter efeito.

Para ele, agentes do mercado já concordam com essa sinalização. "Há indicativos, por exemplo, na área automobilística. O presidente da Anfavea (Luiz Moan) acha que a partir de junho nós normalizaremos a produção de automóveis."

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