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23/01/2015 13:03 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:46 -02

Mais de 120 mil confirmam presença para ‘banho coletivo' no Palácio dos Bandeirantes na próxima segunda-feira

Vai faltar água no Palácio dos Bandeirantes. Pelo menos se uma parcela dos 120 mil confirmados no evento "Banho coletivo na casa do Alckmin", convocado pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), comparecerem na próxima segunda-feira (26), às 10h, em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista e residência oficial do governador.

“Será que tem água na caixa do nosso querido governador? Acho que sim!”, ironiza o vídeo institucional divulgado pela Proteste. Foi ela a entidade que pediu na Justiça que o governador Geraldo Alckmin decretasse oficialmente o racionamento em São Paulo, seguindo o que manda a Constituição Federal, para então sobretaxar os consumidores. A liminar, obtida pela Proteste, acabou cassada pouco depois.

“Separe seu roupão, toalha e sabão. Vamos aproveitar para lavar toda a roupa suja! Contamos com sua presença nesta luta!”, provoca a descrição do evento no Facebook. Até o início da tarde desta sexta-feira (23), mais de 120 mil pessoas haviam confirmado presença.

Apesar de irônica, a demanda da entidade pede “transparência do governo nas informações sobre o real estado do sistema hídrico de São Paulo” e “as medidas que estão sendo tomadas para minimizar os transtornos na crise hídrica”.

“Além disso, a associação cobra que os consumidores sejam avisados previamente sobre as regiões, datas, horários e por quanto tempo ficarão sem o fornecimento de água, além de campanhas educativas de esclarecimento sobre economia de água e promoção do uso racional, evitando desperdícios”, explicou a Proteste, em nota enviada à imprensa.

Entenda o caso

No último dia 13, a Proteste entrou com um pedido de liminar para suspender a sobretaxa de até 100% na tarifa cobrada pela Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) até que o governo declare oficialmente racionamento de água. No dia seguinte, a liminar foi cassada no Tribunal de Justiça (TJ-SP), permitindo a cobrança de multa, válida desde o dia 8 de janeiro, por consumo excessivo.

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