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21/01/2015 16:50 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Líder de grupo anti-islâmico alemão será investigado após se fantasiar de Hitler

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Promotores alemães abriram uma investigação contra Lutz Bachmann, 41, após fotos do líder do grupo anti-islâmico Pegida (sigla em alemão para Europeus Patriotas Contra a Islamização do Ocidente) caracterizado de Hitler circularem nas redes sociais.

Há ainda relatos de que ele se referiu as refugiados como “animais” e “vermes”.

Bachmann, que já foi condenado por roubo e nega ser racista ou anti-muçulmano, vai agora enfrentar uma investigação criminal. Segundo procuradores de Dresden, ele será denunciado por incitamento ao ódio popular.

O jornal Bild, um dos com maior circulação na Alemanha, trouxe em sua capa uma foto de Bachmann caracterizado como ditador.

O diário Dresdner Morgenpost fez menção a uma troca de mensagens no Facebook onde Bachmann se refere aos requerentes de asilo como “animais”.

O vice-chanceler alemão, Sigmar Gabriel, afirmou que a verdadeira face do Pegida foi exposta, e fez críticas severas ao grupo – que ganhou destaque na mídia internacional por ter reunido multidões em suas manifestações “contra a islamização” da Europa.

“Qualquer um que coloca uma fantasia de Hitler ou é um idiota ou é um nazista”.

Ao jornal Bild, Bachmann afirmou que bateu a foto em uma “brincadeira” enquanto cortava o cabelo. “Você precisa saber brincar com você mesmo de vez em quando”, justificou. Ele não quis comentar as mensagens, alegando que o conteúdo era pessoal.

No começo desta semana, serviços de inteligência alemães afirmaram que Bachmann era um alvo de terroristas, que teriam divulgado planos de matá-lo em redes sociais. Por causa das ameaças, a manifestação do Pegida que estava agendada para a segunda-feira (19) foi desmarcada.