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21/01/2015 15:19 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

Empresários brasileiros estão entre os mais pessimistas do mundo sobre o crescimento do próprio negócio, diz consultoria

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Executivos da maior parte do mundo estão menos otimistas do que há um ano e os brasileiros estão entre os menos animados, segundo a pesquisa anual da empresa de consultoria PricewaterhouseCoopers (PwC).

No Brasil, a parcela de empresários que estão confiantes no crescimento de suas companhias nos próximos 12 meses caiu de 42% para 30%. A média internacional se manteve em 39%.

O pessimismo vale tanto para os resultados de cada país quanto para o cenário internacional. Desta vez, no fim do ano passado, só 37% dos 1.322 consultados em 77 países disseram esperar maior crescimento global em 2015. Na pesquisa realizada no fim de 2013, foram 44%. Entre os brasileiros, o grupo dos otimistas quanto às perspectivas internacionais ficou em 27%.

A infraestrutura inadequada, a resposta do governo ao déficit fiscal e à divida pública e o crescente peso dos tributos foram citados como os maiores perigos econômicos. Entre os principais problemas das empresas foram indicados a escassez de mão de obra qualificada, a corrupção e os subornos e o custo alto ou volátil da energia.

Os brasileiros destacaram como tendência mais preocupante nos próximos cinco anos o excesso de regulação dos negócios. Essa resposta foi dada por 66% dos consultados no Brasil e por 78% na pesquisa global

Estados Unidos

Os Estados Unidos foram apontados por 59% dos entrevistados no Brasil como o país mais importante para o crescimento de seus negócios neste ano. Em seguida, foram mencionadas a China(39%) e a Colômbia (23%).

Na pesquisa geral, os países mencionados como os mais relevantes para a prosperidade mundial foram os Estados Unidos, a China, a Alemanha, o Reino Unido e o próprio Brasil, com 10% das menções.