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20/01/2015 18:17 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:45 -02

8 coisas que você não sabia sobre James Bond

O primeiro romance de James Bond escrito por Ian Fleming, "Cassino Royale", foi lançado em 1953. Desde então, acompanhamos as aventuras do espião com permissão para matar, de país em país e mulher em mulher. Você pode viver só duas vezes, mas Bond parece viver para sempre. Os filmes de Bond costumam ser lançados na época do Dia de Ação de Graças e são vistos por famílias inteiras na temporada de festas de fim de ano, então essa é uma boa ocasião para conhecer algumas histórias curiosas sobre o maior espião do mundo.

Eis 8 coisas que você não sabia sobre James Bond:

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1. Ian Fleming batizou seu espião em homenagem a um ornitólogo que tinha o nome “mais sem graça” que ele já tinha ouvido.

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Fleming explicou para a revista New Yorker:

Quando escrevi o primeiro, em 1953, queria que Bond fosse um homem desinteressante e sem graça com quem coisas acontecessem... Uma das bíblias da minha juventude foi "Birds of the West Indies" ("pássaros das antilhas ocidentais", em tradução livre), e quando estava procurando um nome para meu protagonista pensei: “Meu Deus, é o nome mais sem graça que já ouvi”, e me apropriei dele. Agora o nome mais sem graça do mundo virou um nome empolgante. A senhora Bond uma vez me mandou uma carta de agradecimento pelo uso do nome.

Segundo o obituário do ornitólogo publicado pelo The New York Times, Fleming certa vez escreveu para Bond e sua mulher, dizendo: “Posso apenas lhes oferecer o uso ilimitado do nome Ian Fleming para qualquer propósito desejado”. Os Bond se divertiram bastante com a oferta.

O personagem em si é baseado em diversas pessoas, incluindo o próprio Fleming, que foi espião da Inteligência Naval Britânica durante a Segunda Guerra.

2. Pierce Brosnan foi o mais mortal dos Bonds: matou 153 pessoas.

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Antes do lançamento de “Skyfall”, James Bond tinha matado 354 pessoas. Aparentemente, 49 pessoas morreram em “Skyfall”, mas não fica claro quantas das mortes são atribuídas ao Bond de Daniel Craig.

De qualquer maneira, Pierce Brosnan matou uma média de 33,8 pessoas por filme. “Com 007 Só Se Vive Duas Vezes”, estrelado por Sean Connery, foi o mais letal dos filmes, com 196 mortes registradas.

Outra estatística: Bond aparentemente dormiu com 55 mulheres nos filmes. Mas, como nem todas as cenas de sexo são mostradas, algumas dessas parceiras são pura especulação.

3. James Bond não era escocês até ser representado por Sean Connery.

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Inicialmente, Ian Fleming estava apreensivo com a escolha de Sean Connery para o papel, pois o ator não se encaixava no personagem que ele tinha em mente (mais sobre o assunto adiante). “Ele não corresponde ao James Bond que eu enxergava”, disse ele. “Estou procurando um Comandante Bond, não um dublê supercrescido.”

Mas, depois de ver Connery em “Dr. No” e achar que o ator tinha feito um trabalho extraordinário, Fleming incluiu a herança de Connery no personagem. No livro “A Morte no Japão” ("You Only Live Twice", no título original), Fleming escreveu que o pai de Bond era escocês, da cidade de Glencoe. Coincidentemente, décadas mais tarde, Connery filmaria “Highlander” em Glencoe.

4. A música-tema é baseada em uma canção sobre espirros de um musical fracassado.

Monty Normal, o compositor, canta: “Nasci com esse espirro azarado e, o que é pior, vim ao mundo com os pés antes da cabeça. Os especialistas todos concordam que sou a razão pela qual meu pai caiu no lago da cidade e morreu afogado”.

Normal explicou:

Com o passar dos anos, muitos sugeriram que eu gravasse a progenitora da música-tema, ouvida pela primeira vez em "Dr. No". Portanto, com a ajuda da cítara evocativa de Mehboob Nadim e os incríveis ritmos da tabla de Pandit Dimesh, as melodias embrionárias do Tema de James Bond podem ser ouvidos em sua forma original pela primeira vez em quase 45 anos.

5. O personagem “Q” dos filmes é baseado em um especialista em pistolas que escrevia cartas para Fleming.

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O personagem “Q” era originalmente nome de um departamento de armas nos romances de Ian Fleming, mas George Boothroyd foi introduzido em “Dr. No” depois de o autor receber cartas de um homem com esse nome que reclamava das armas escolhidas por Fleming. Boothroyd escreveu para Fleming:

A esta altura tenho muito apreço pelo senhor James Bond. Gosto da maioria das coisas a respeito dele, com a exceção do seu deplorável gosto por armas. Em particular, desgosto de um homem que tem contato com todo tipo de gente formidável usando uma Beretta calibre 25. Esse tipo de arma na verdade é para senhoras, e senhoras não muito agradáveis. Se o senhor Bond tem de usar uma arma leve, estaria melhor com uma calibre 22; a bala de chumbo causaria mais choque que a encapsulada da Beretta.

Poderia sugerir que o senhor Bond use um revólver?

Em “Dr. No”, Boothroyd diz para Bond que sua antiga Beretta 418 era para mulheres e lhe entrega a icônica Walther PPK.

6. Roald Dahl escreveu o roteiro de “Só Se Vive Duas Vezes”.

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Os produtores Harry Saltzman e Albert “Cubby” Broccoli abordaram Roald Dahl em 1966 para que ele escrevesse o roteiro de “Com 007 Só Se Vive Duas Vezes”, que seria lançado em 1967.

Dahl, claro, é o famoso autor de livros de crianças, como "James e o Pêssego Gigante", "A Fantástica Fábrica de Chocolate", "Matilda" e "O Incrível Senhor Raposo".

7. Clint Eastwood recusou o papel de James Bond porque achou que o personagem não deveria ser interpretado por americanos, mas na verdade o primeiro Bond do cinema era dos Estados Unidos e se chamava “Jimmy Bond”.

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Clint Eastwood explicou para a Hero Complex em 2010 que certa vez seu advogado lhe disse que os produtores de Bond o queriam para o papel:

Também me ofereceram um bom dinheiro para fazer James Bond se eu aceitasse o papel. Isso foi depois de Sean Connery. Meu advogado trabalhava para os Broccoli [os produtores]. Ele me disse: “Eles adorariam tê-lo [no papel]. Mas para mim, bem, era coisa pra outra pessoa. Era o negócio de Sean. Não pareceria certo seu eu aceitasse.

Segundo uma citação no The Daily Express, Eastwood também recusou o papel porque achava que James Bond não deveria ser interpretado por um americano. Mas na primeira aparição de Bond no cinema – uma adaptação de TV de "Cassino Royale" de 1954 – o papel coube ao americano Barry Nelson. Esse Bond é chamado de “Jimmy Bond” no programa, o que certamente soa mais americano que James. Aparentemente, Burt Reynolds também recusou o papel por motivos semelhantes.

8. JFK era um enorme fã de 007 e disse certa vez: “Queria ter James Bond na minha equipe”.

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Jacqueline Kennedy foi provavelmente quem deu a John F. Kennedy seu primeiro livro de James Bond, e ele foi fisgado na hora. A certa altura, o presidente disse que “Da Rússia com Amor” era um de seus dez livros prediletos. Afirma-se que a adaptação do livro para o cinema foi o último filme que Kennedy assistiu na Casa Branca antes de sua viagem a Dallas, em 1963, quando seria assassinado.

O documentário “Everything or Nothing” cita a seguinte frase de Kennedy: “Queria ter James Bond na minha equipe”. A crise dos mísseis de Cuba coincidiu com o lançamento de “Dr. No”.

Fleming foi convidado para um jantar na Casa Branca e deu a Kennedy uma sugestão bizarra para derrotar Fidel Castro. O autor aparentemente sugeriu que médicos americanos afirmassem que barbas poderiam contrair radioatividade e causar infertilidade. Fidel, então, rasparia a barba e perderia seus poderes, pois seria visto como uma pessoa normal pela população cubana.

BÔNUS: Esta é a pessoa em quem Fleming baseou a aparência de Bond.

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É um pouco especulativo, mas, segundo livros, Ian Fleming achava que Bond se parecia com o cantor americano Hoagy Carmichael, com um caráter mais sombrios.

Antes de uma explosão cortar sua fala em “Cassino Royale”, a personagem Vesper Lynd diz: “Ele é muito bonito. Me lembra um pouco Hoagy Carmichael, mas tem algo de frio e cruel em sua...”

Depois, em “007 contra o Foguete da Morte”, a personagem Gala Brand diz: “Meio como Hoagy Carmichael. Aquele cabelo preto caindo sobre a sobrancelha direita. A mesma estrutura. Mas a boca tem algo cruel, e os olhos são frios”.

E, se você tem curiosidade sobre o cheiro de Bond, em “Diamantes São para Sempre” a personagem Tiffany Case descreve seu “aroma masculino” como “ligeiramente salgado”, com “musgo e frutas silvestres e só um toque de jasmim”.

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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