ENTRETENIMENTO
14/01/2015 11:54 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Número de mulheres à frente de produções de Hollywood cai 2% em 17 anos (PESQUISA)

Alberto E. Rodriguez via Getty Images
HOLLYWOOD, CA - DECEMBER 09: Executive producer Angelina Jolie attends the 2014 Variety Screening Series of 'Difret' at ArcLight Hollywood on December 9, 2014 in Hollywood, California. (Photo by Alberto E. Rodriguez/Getty Images)

Apresentado por duas mulheres, Tina Fey e Amy Poehler, o Globo de Ouro 2015 deu visibilidade a piadas sobre o caso Bil Cosby, humorista acusado de estupro, tirou 'sarro' de George Clooney por ter uma mulher mais relevante do que ele ao seu lado e premiar mulheres e séries que falam sobre o universo feminino foram destaques da edição que, para alguns, pode ser considerada a mais feminista já feita.

Porém...

Não é bem assim.

Apesar deste avanço (que pode ser considerado pequeno) em uma das premiações mais importantes do cinema americano, uma pesquisa feita pela Universidade de San Diego, aponta que, entre os filmes com maior arrecadação, apenas 7% são dirigidos por mulheres - e reforça a teoria de que o machismo ainda impera em Hollywood.

O estudo, publicado pelo site da revista americana Variety, mostra que entre os cineastas responsáveis pelos 250 filmes de maior bilheteria em 2014, apenas 7% eram do sexo feminino. Entre elas, Angelina Jolie, com Invencível, é a única diretora que entrou na lista dos 100 longas mais rentáveis.

Sendo assim, segundo o estudo, o número de diretoras à frente das 250 maiores bilheterias caiu 2% em 17 anos. E isso não é apenas na direção, atrás das câmeras também continua sendo um ambiente dominado pelo homens. No Globo de Ouro, por exemplo, Ava Duvernay concorria pelo filme "Selma", mas perdeu para Richard Linklater, à frente de "Boyhood".

Os dados mostram que as mulheres são melhor representadas na produção (23%), produção executiva (18%), roteiro (11%) e fotografia (5%).

Como foi feita a pesquisa?

angelina jolie


Ao todo, foram analisados cerca de 2.822 empregos. Constatou-se que 38% dos filmes não oferecem trabalho a mulheres ou apenas a uma, 23% empregam até duas mulheres, 29% empregam de 3 a 5 mulheres, 7% empregam de 6 a 9 mulheres e apenas 3% empregam de 10 a 14 mulheres.

Pela primeira vez, a pesquisa se debruçou sobre os departamentos de música e efeitos sonoros. E os resultados foram ruins. As mulheres representam apenas 1% dos compositores e 5% de todos os designers de som. "É notável ainda estarmos nos níveis de 1998", diz Martha Lauzen, autora do estudo.

"O que quer que esteja sendo feito para isso não está funcionando e temos de procurar soluções para toda a indústria", disse ela. "Não é que as mulheres não queiram seguir carreira no cinema".

Mesmo com os novos davos, a situação na TV aparenta ser mais promissora. Ainda segundo a Universidade, mulheres representam cerca de 30% dos bastidores das produções americanas feitas entre 2012/2013, com nomes fortes como Lena Dunham, criadora de Girls, Shonda Rhimes, roteirista de Grey’s Anatomy e Scandal, e Jenji Kohan, que deu vida ao seriado da Netflix Orange is the New Black.

Por uma Hollywood com mais mulheres no comando! \o/

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