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08/01/2015 18:54 -02 | Atualizado 26/01/2017 21:43 -02

Agência japonesa afirma que 2014 foi o ano mais quente desde o fim do século 19

ASSOCIATED PRESS
FILE- In this March 8, 2014, file photo steam from the Jeffrey Energy Center coal-fired power plant is silhouetted against the setting sun near St. Marys, Kan. A groundbreaking agreement struck Wednesday, Nov. 12, 2014, by the United States and China puts the world's two worst polluters on a faster track to curbing the heat-trapping gases blamed for global warming. (AP Photo/Charlie Riedel, File)

Cientistas chegaram a uma conclusão perturbadora: 2014 foi oficialmente o ano mais quente já registrado desde o começo das medições, no fim do século 19.

A Japan Meteorological Association (JMA), uma das quatro maiores agências que monitoram a temperatura global, divulgou na última segunda-feira (5) dados preliminares coletados ao longo do ano passado. Eles mostram que a temperatura média na superfície da Terra aumentou 0,27°C em relação ao período de 1981 a 2010 — com isso, a temperatura bateu todos os recordes desde 1891, quando a coleta de dados começou a ser feita.

Antes de 2014, todos os anos que estavam no ranking dos dez mais quentes eram anteriores a 1998, com uma diferença: em 1998, o segundo ano mais quente, um super El Niño chegava ao fim, o que elevou as temperaturas. Em comparação, "2014 foi o ano do quase El Niño", afirma a Scientific American. E 2014, o que explica? Simples e assustador: a mudança climática.

Ligue os pontos na mudança climática

 

Recorde já era esperado

No decorrer de 2014, várias regiões do mundo experienciaram recordes de temperatura. A Califórnia, nos Estados Unidos, enfrentou a pior seca de sua história; em Perth, na Austrália, era possível fritar um ovo apenas com o calor do sol.

Em dezembro de 2014, durante a Conferência sobre Mudanças Climáticas (COP 20), a Organização Meteorológica Mundial (OMM), da ONU, divulgou relatório que já apontava para a possibilidade de o ano passado entrar para a história como o mais quente. O documento trazia exemplos de extremos climáticos no Brasil a onda de calor no Sul em outubro, as chuvas torrenciais no Sudeste em maio e junho, e as secas nas áreas centrais do país. O estado de São Paulo apareceu no texto como exemplo de falta d’água. De acordo com o texto, a seca gerou "um déficit hídrico grave que se estende por mais de dois anos".

O G1, na época, afirmou que a seca que atingiu o Sudeste brasileiro no ano passado foi a pior em oito década e que, no estado de São Paulo, a estiagem de 2014 deve causar a maior perda em cinquenta anos na agricultura.

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